EDITORIAL

Lei e sustentabilidade

“O turismo no Pico do Urubu precisa cumprir a lei e todos os conceitos da sustentabilidade”

Pela primeira vez, o Pico do Urubu começa a receber uma estrutura para atender à demanda espontânea de visitantes e turistas, atraídos por sua incrível localização. O ponto mais alto de Mogi das Cruzes e da região Metropolitana de São Paulo, com 1.140 metros de altitude, em dias de céu limpo, abre ao visitante uma janela espetacular, com uma visão de 360º, a um só tempo, da belíssima cordilheira da Serra da Mantiqueira (norte), as cidades de Suzano, Poá e Itaquaquecetuba (oeste), Serra do Itapeti (leste) e Mogi das Cruzes e a Serra do Mar (sul).

Com essa preciosa condição geográfica, o Pico do Urubu se tornou, sem marketing, destino obrigatório de milhares de pessoas nas últimas duas décadas, período que consolida o turismo esportivo e ecológico favorecido pelas facilidades de locomoção das pessoas.

Para isso, valeu-se do boca a boca e de sites especializados em voo livre e turismo e vinha flertando com uma condição de uso preocupante pela completa falta de estrutura para receber as pessoas, em número cada vez maior.

A construção de um mirante e outras estruturas poderão ordenar a ocupação desse equipamento turístico.

Faz bem o promotor público Leandro Lippi em acompanhar a execução de um projeto que determinará o destino de um cartão postal vulnerável por estar localizado na Serra do Itapeti. Se houver irregularidades e graves dessaranjos nos planos da prefeitura, esse é o momento para saná-las.

O turismo no Pico do Urubu precisa cumprir a lei e todos os conceitos da sustentabilidade. Disso, Mogi não pode abrir mão. Pelo bem da Serra do Itapeti, de seus visitantes, e dos projetos de fomento ao turismo esquadrinhados pelo poder público municipal.


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