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Leitos ociosos de hospital podem servir à pandemia

Vereador e médico Otto Rezende quer o uso do “Dr. Arnaldo”

A utilização de cerca de 60 leitos, aparentemente ociosos, do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcante, no distrito de Jundiapeba, para receber pacientes contaminados pelo novo coronavírus está sendo sugerida ao governo estadual pelo vereador e médico Otto Flôres de Rezende (PSD). Após visitar o hospital e constatar pessoalmente a subutilização das vagas que foram implantadas para receber dependentes químicos, o que, segundo o médico, não ocorreu, Otto encaminhou documento ao prefeito Marcus Melo (PSDB) solicitando a interferência dele junto ao governador João Doria (PSDB) para que proceda, o mais rápido possível, “a inauguração das novas alas do Hospital Dr. Arnaldo, a qual possibilitará sua utilização para atendimento dos pacientes diagnosticados com Covid-19”. O vereador mogiano afirma que tal providência é, na verdade, uma questão de coerência da parte do governo, “pois se o nosso pleito for acatado, disporemos não apenas de mais este local para recuperação dos infectados desta pandemia, mas incutirá a esperançosa expectativa da nossa vitória contra o mal que nos assola, por tratar-se de um local que, outrora, travou, com eficiência, batalha contra a epidemia de lepra”. Segundo disse o vereador à coluna, os 60 leitos, implantados em 2018, estão divididos entre três novos pavilhões construídos no amplo espaço do Hospital Dr. Arnaldo. O central está voltado para o setor administrativo, enquanto os outros dois pavilhões possuem 30 leitos cada um. Tudo isso fora da antiga ala do hospital onde são atendidos pacientes em recuperação, enviados por hospitais da rede pública da região. Segundo o médico e vereador, o local também dispõe de leitos de UTI que poderiam ser adequados para receber vítimas da Covid-19. Por estar afastado da região mais movimentada da cidade, o antigo Leprosário Santo Ângelo está esquecido. “Aquilo é como se fosse um oásis no meio do deserto”, afirma Otto Rezende, esperançoso de que os espaços ociosos possam ter a esperada serventia durante o atual período de pandemia.

Em casa

O vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSDB) já está em casa, recuperando-se da cirurgia de uma hérnia abdominal umbilical encarcerada, realizada no Hospital Santana, na última quinta-feira. A alta médica ocorreu no sábado e o vereador está reagindo positivamente à medicação do pós-operatório, sendo acompanhado de perto pelo médico e cirurgião Olavo Ribeiro Rodrigues, seu irmão.

Novas creches

Quando o período de isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus chegar ao fim, Mogi das Cruzes passará a contar com 540 novas vagas em três creches que se encontram na fase final de construção, junto a três diferentes pontos da cidade. Até o final deste mês, deverão estar concluídas as creches da Vila Natal e Jardim Aeroporto II, com 200 vagas em cada uma, mais a unidade do Jardim Universo, com 140 novas vagas.

Aplicativo

O aplicativo “Remédio Agora” será a alternativa da Farmácia de Alto Custo de Mogi para reduzir as absurdas filas que se formam diante de sua sede na avenida Narciso Yague. Após baixar, gratuitamente, o novo instrumento no celular, por meio das lojas virtuais, o usuário poderá agendar a visita para receber os medicamentos de seu tratamento. Outra medida foi uma reestruturação interna que permitiu elevar de 10 para 22 o total de guichês de atendimento. Com isso, em cada faixa de horário, 88 pessoas poderão ser atendidas. As mudanças fazem parte da nova estrutura de comando da Farmácia.

Atraso

A volta dos sonhados trens de passageiros continua sendo colocada em segundo – terceiro ou quarto – plano pelo governo de São Paulo. Prevista inicialmente para este ano, a concorrência para implantação do Trem Intercidades ligando São Paulo a Campinas foi adiada para 2020, segundo o secretário Alexandre Baldy, de Transportes Metropolitanos, em entrevista ao Valor. Com isso, adiam-se também os planos de levar, conjuntamente, o trem de passageiros na direção de Aparecida, no Vale do Paraíba. Promessas que vão se perdendo no tempo.

O médico me ofereceu cloroquina e eu disse: “Me respeite”.

Médico Mauro Schechter, um dos maiores infectologistas do País, que contraiu coronavírus, não aceitou o tratamento com droga não aprovada, em entrevista a O Globo


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