QUARENTA PONTOS

Lixões ainda são desafio para a fiscalização de Mogi

Trecho da Rua Emilio Dias do Prado, travessa da Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, no Rodeio, é um dos pontos que mais parece lixão a céu aberto. (Foto: Eisner Soares)
Trecho da Rua Emilio Dias do Prado, travessa da Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, no Rodeio, é um dos pontos que mais parece lixão a céu aberto. (Foto: Eisner Soares)

O Departamento de Limpeza Pública de Mogi das Cruzes registra aumento do número de pontos utilizados para descarte irregular de lixo na Cidade. De acordo com o responsável pelo serviço, José Roberto Elias Rodrigues, atualmente há cerca de 40, principalmente em bairros como Socorro, Vila Rubens, Alto do Ipiranga, entre outros. No entanto, deter os infratores ainda é um desafio para a Secretaria Municipal de Segurança. Em 2017, foram realizadas sete autuações, enquanto em 2018 houve apenas três.

Para Rodrigues, a Prefeitura rema contra a maré na tentativa de diminuir esses indicadores. Isso porque a Cidade conta com os ecopontos e a operação Cata-Tranqueira, além da coleta de lixo normal e seletiva. “A gente tem ainda a dificuldade desses materiais serem descartados em horários alternativos, como à noite e de madrugada. Além disso, Mogi das Cruzes é uma cidade com mais de 720 quilômetros de estradas, o que dificulta chegar a todos esses lugares”, pontuou.

Na tentativa de conscientizar sobre o problema, o diretor chegou a fazer uma publicação em um grupo popular da Cidade nas redes sociais, contando que duas horas após a Prefeitura limpar uma área na Avenida Cavalheiro Nami Jafet, um guarda-roupa foi descartado. “A minha intenção é mostrar que este material pode parar em um córrego, principalmente agora no tempo de chuvas fortes, e causar alagamentos”, conta Rodrigues.

No mesmo grupo, outra participante denuncia a situação na Rua Emilio Dias do Prado, na travessa com a Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes. O local parece um lixão a céu aberto. O diretor explicou que o ponto não era conhecido pela Prefeitura, mas que uma equipe de limpeza e outra da Saúde iriam até o endereço, ainda ontem, para retirar o lixo e verificar possíveis focos do mosquito Aedes aepypti.

Nos últimos dias, o setor registrou descarte irregular na Rua Equador, em Jundiapeba, na Rua José Tenório de Aquino, na Vila Cidinha, e na Rua Cabo Diogo Oliver, no Centro.

Uma medida que trouxe bons resultados na diminuição do descarte de lixo foi a implantação de câmera de monitoramento. Um dos exemplos é uma área próxima ao Centro Esportivo do Jardim Camila. Segundo o diretor, há 10 dias, o local recebeu uma câmera e o aviso de que passou a ser monitorado e, desde então, não houve mais descarte de lixo.

“Só que essa é uma alternativa cara. A Prefeitura está buscando parceria com moradores que já têm câmera em casa para poder interligar ao nosso sistema de monitoramento”, explica Rodrigues.