Lucena explica voto a favor do presidente

Após votar a favor do relatório da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal que pedia o arquivamento da denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Roberto de Lucena (PV) divulgou nota para explicar sua posição, após ter ficado contra o governo em questões como a terceirização, reforma trabalhista e criticado duramente a reforma previdenciária. Na votação de quarta-feira, o parlamentar afirma que apesar de não ter votado na chapa Dilma-Temer, de não ter feito acordo com o governo e nem compactuado com nenhum tipo de corrupção, “entre desestabilizar o País com o afastamento de Temer – com uma economia que começa a dar sinais de recuperação depois do caos deixado pelos 13 anos do PT – deixando com que tivéssemos dois presidentes no prazo de um ano ou segurar mais alguns meses para que ele fosse investigado, a segunda opção era mais viável”. A exemplo de tantos outros deputados que votaram a favor do relatório isentando o presidente, Lucena disse que tomou tal medida por entender, com base nas afirmações do procurador-geral Janot, que a investigação será retomada após o término do mandato de Temer. “Portanto, ele não ficará impune, caso seja mesmo culpado”. Segundo Lucena, “enfrentar a reação de parte da população que foi bombardeada por setores da mídia e pelos interesses da extrema esquerda não é fácil, pois o processo todo que se deu é muito mais político do que jurídico”, mas mesmo arcando com tais desvantagens, o deputado diz que votou por suas convicções, “em favor de um mal menor”. Para Lucena, “a única e melhor saída é fazer uma excelente eleição em 2018, limpa, democrática e com uma população consciente do seu voto. Na Justiça, todos os acusados devem ser investigados e, se culpados, punidos. E, principalmente, todo o dinheiro roubado do povo deve voltar aos cofres públicos”, concluiu.

Histórias
Após contar, em videodocumentários, as histórias de italianos que vivem em Mogi, como Vittorio Di Bello e padre Alfredo Morlini, entre outros, o jornalista e professor universitário Nivaldo Marangoni conclui um novo trabalho. Desta vez para revelar detalhes dos 82 anos da Cooper, a Cooperativa de Laticínios de São José dos Campos, uma das mais tradicionais e importantes empresas do setor cooperativista do Vale do Paraíba. O vídeo deverá ser lançado dentro dos próximos dias.

Audição
O vereador Marcos Furlan (DEM) está apelando às autoridades federais, estaduais e municipais para que habilitem a Apae de Mogi das Cruzes como Centro de Reabilitação Intelectual e Auditiva na Cidade. O objetivo é facilitar o atendimento às pessoas com deficiências auditivas que são beneficiadas com aparelhos do sistema público de saúde, os quais demoram a ser entregues pela falta de um setor para onde tais equipamentos possam ser repassados. A Apae passaria a cumprir este papel.

Debate
A Defensoria Pública de São Paulo promove amanhã, a partir das 9 horas, em Mogi, a pré-conferência para que a comunidade possa discutir sobre a atuação da Defensoria local e opinar sobre os setores que demandam atenção prioridade e propor medidas. Ao final serão eleitos delegados que representarão a população mogiana na Conferência Estadual, nos dias 10 e 11 de novembro, na Capital, para orientação do Plano Anual de Atuação da instituição.

Dobradinha
Não será surpresa para a coluna se o Partido Verde vier a lançar uma dobradinha de candidatos mogianos para concorrer à Câmara Federal e Assembleia Legislativa nas eleições do próximo ano. Segundo informações de bastidores, estão avançadas as conversas entre o vereador Caio Cunha e o secretário-adjunto de Estado da Cultura, Romildo de Pinho Campello, para que a proposta de concretize. Caio sairia a deputado federal e Romildo a estadual.

Cotidiano

ATRAÇÃO  Garoto aproveita a tarde de folga para brincar junto à fonte localizada ao lado do prédio da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes. (Foto: Eisner Soares)
ATRAÇÃO Garoto aproveita a tarde de folga para brincar junto à fonte
localizada ao lado do prédio da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes. (Foto: Eisner Soares)

Frase
A decisão da Câmara foi política e não contamina o trabalho técnico e jurídico do Ministério Público.
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, após a decisão que rejeitou sua denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB)


Deixe seu comentário