CHACINAS

Mães Mogianas se unem em busca de indenização

Após a primeira condenação dos acusados dos assassinatos em série entre 2013 e 2015 em Mogi das Cruzes, o grupo Mães Mogianas, formado em 2015 e que luta por justiça na morte de 26 pessoas e de 7 vítimas baleadas, deverá se reunir nos próximos dias para alinhar as próximas ações. Entre os assuntos do encontro, segundo a professora Inês Paz, estão o encerramento dos inquéritos policiais, que já se arrastam por mais de quatro anos, a prisão domiciliar convertida em regime fechado de Vanderlei Messias de Barros, condenado no último sábado a 85 anos de detenção, e o processo de pedido de indenização do Estado pela morte das vítimas.

Segundo Inês, no passado as mães que tiveram os filhos assassinados ingressaram com processo para pedir as indenizações, mas não puderam dar andamento porque não havia condenação por parte dos acusados. “Quando os crimes aconteceram, eles eram funcionários do Estado. A gente sabe que nenhuma indenização traz os filhos de volta, mas temos que saber quais caminhos tomar”, pontua.

Já em relação à mudança no regime de Messias, que foi para a prisão domiciliar após tentar suicídio dentro da prisão e ter tido um acidente vascular cerebral (AVC), Inês disse que as mães relatam que não se sentem seguras com eles em casa. “Pelo que a gente viu no júri, ele já está bem melhor em relação ao júri passado”, afirma.

Apesar da condenação inédita no caso, em que o acusado Fernando Cardoso Prado de Oliveira vai cumprir por seis homicídios – e Vanderlei por três -, a maior parte das vítimas ainda não foi julgada, porque falta encerrar o inquérito policial. “A gente vai verificar com o delegado o que falta nesses processos e ver como fazer para dar continuidade. Todos os casos precisam ser julgados”, pontua.

Com a condenação na madrugada do último sábado, Vanderlei Messias de Barros é exonerado da Polícia Militar. A demissão de Fernando Cardoso já havia acontecido em fevereiro de 2018.

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