INFORMAÇÃO

Maestro mogiano encara a pandemia na Alemanha

Luiz Guilherme de Godoy será entrevistado na edição de domingo deste jornal

O maestro mogiano Luiz Guilherme de Godoy, agora no comando da Ópera de Hamburgo, na Alemanha, acompanha, de quarentena, os efeitos da pandemia do novo coronavírus por lá e no Brasil, onde sua mãe, dona Lídia, reside, em Mogi das Cruzes. Ela viajou para Hamburgo para assistir à estreia do filho regendo uma ópera naquela cidade, em fevereiro, mas retornou ao Brasil, em 5 de março, quando a pandemia já começava a se espalhar pela Europa. Mesmo sem nenhum sintoma da Covid-19, ela submeteu-se a uma longa quarentena, ao chegar em sua casa, sem qualquer contato com as pessoas, mesmo quando as medidas de isolamento ainda não eram exigidas na cidade. Hoje ela continua tomando todos os cuidados para evitar a contaminação, enquanto seu filho músico observa, à distância, e com muita preocupação, a situação do País em relação à doença. Em função, principalmente, das opiniões dos europeus em relação ao que acontece por aqui. “O europeu vê com horror a situação no Brasil. É uma postura muito interessante e, para mim, em parte, revoltante”, diz o maestro. Segundo seu relato, “eles criticam veementemente o nosso governo e o nosso povo por tê-lo elegido; contudo, não reconhecem que muitos governos e empresas europeias apoiaram a ascensão deste governo que prometia vender-lhes soja mais barata, o petróleo mais barato e por aí vai”. Luiz Guilherme também conta que “apesar das numerosas mortes, os noticiários daqui (da Alemanha) dão muito mais espaço para as notícias sobre o desmatamento na Amazônia, por exemplo.” E ele explica os motivos: “A razão é óbvia: isso os afeta mais diretamente. Vejo aqui uma consciência coletiva bem maior do que no Brasil, mas, de fato, o egoísmo se faz presente em todos nós. Esta é a pandemia que não cessa: o egoísmo humano”. O leitor de O Diário vai poder acompanhar, na edição de domingo deste jornal, uma entrevista com o maestro mogiano relatando como a pandemia da Covid-19 é vivida e enfrentada na Alemanha, assim como os cuidados que começam a ser tomados, depois de controlada a fase mais aguda da crise, no processo de reabertura de lojas, teatros e tudo mais.

Videoconferência

O vereador Caio Cunha (PODE) realiza hoje, às 19h30, um webinar (espécie de conferência online) com sua colega de partido, a delegada Patrícia Domingos, para discutir a transparência de gastos públicos durante a pandemia. Mogi recebe R$ 54 milhões do Governo Federal e a delegada irá mostrar como essa verba pode ser fiscalizada para garantir sua real aplicação nas áreas mais prioritárias de enfrentamento à Covid-19. Inscrições: http://vamosocuparacidade.rds.land/webinar .

Preocupação – 1

Em entrevista ao Podcast Informação, o prefeito Marcus Melo (PSDB) se mostrou preocupado com a retração na economia do município, que influi direta e negativamente na arrecadação da Prefeitura. Apesar da queda acentuada no ingresso de recursos, ele assegurou que o próximo pagamento do funcionalismo mogiano já está garantido.

Preocupação – 2

O prefeito Marcus Melo comparou a economia municipal àquela brincadeira do dominó enfileirado, onde a derrubada da primeira pedra provoca uma queda progressiva das demais. Ele disse que sua preocupação é impedir que a Prefeitura venha a ser responsável por derrubar a primeira pedra e, dessa forma, causar uma reação em cadeia, influenciando negativamente nos demais setores da vida econômica da cidade.

Saneamento

Quatro empresas foram consideradas habilitadas para participar da segunda etapa da concorrência pública para elaboração de estudo de concepção e do projeto básico para implantação de coletores tronco da bacia do rio Jundiaí, no distrito de Jundiapeba, em Mogi: Consórcio Encop/Beck de Souza – Bacia do Jundiaí, Engeconsult Consultores Técnicos Ltda; Planal Consultores Associados e Engenharia Ltda, e Proesplan Engenharia e TCRE Engenharia Ltda. As propostas comerciais serão decididas às 15h30 do próximo dia 8.

Frase

O Brasil é país doente; doença da qual Bolsonaro, presidente eleito, é a mais alta febre.

Carlos Andreazza, editor e comentarista político de O Globo e da Rádio Bandnews FM


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