EDITORIAL

Mais um passo

Nesta semana, a visita de técnicos de diversos países do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) a Mogi das Cruzes conclui uma das fases do pedido de financiamento pleiteado pela Prefeitura para a execução do programa +Mogi Ecotietê, que prevê obras viárias, de saneamento básico e meio ambiente entre o Rodeio e César de Souza.

Diferente do que aconteceu com grandes obras recentes custeadas por recursos federais e contrapartida da Prefeitura Municipal (reurbanização do Córrego dos Canudos, construção do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, na Rua Cabo Diogo Oliver, e a abertura da Avenida das Orquídeas), esse projeto viário será financiado pela instituição latino-americana. Pela primeira vez, Mogi recorre a essa alternativa. E faz isso em momento oportuno. Com a crise econômica, os investimentos federais de linhas como o Plano de Aceleramento do Crescimento (PAC) estão parados.

A visita técnica praticamente chancela a liberação do crédito de R$ 350 milhões para o início da fase seguinte dessa operação, com a contratação de projetos executivos e o posterior lançamento das licitações públicas para a execução das obras propriamente ditas.

Desde o ano passado, a Prefeitura busca os recursos para o Mogi Ecotietê, que irá responder, no futuro, demandas como a surgida desde o final do mês passado, quando o trânsito lento na Avenida Francisco Rodrigues Filho e entorno, nas primeiras horas da manhã, reforça a vulnerabilidade do nosso sistema viário. Basta uma escola, um novo condomínio surgir para as dificuldades aparecerem.

A lentidão no trânsito e retrato sem retoque do aprofundamento dos problemas urbanas na cidade que cresce sem parar, sem as soluções públicas necessárias para garantir a qualidade de vida das pessoas.

Entre as obras projetadas nesse projeto está a interligação das avenida Francisco Rodrigues Filho e João XXIII, por meio de uma nova via e um viaduto sob a linha ferroviária, e a construção de uma nova avenida, entre esses dois corredores, também ao lado do traçado que recebe trens de carga.

O aval técnico era muito esperado pela Secretaria Municipal de Planejamento. O projeto caminha, o que é um sinal positivo. Porém, se tudo seguir como planejado, a população irá desfrutar de equipamentos públicos como as novas avenidas e os parques dois parques linerares ao Rio Tietê, apenas daqui a cinco anos.

Até lá, no entanto, espera-se do governo municipal agilidade na oferta de respostas paliativas, mas necessárias, aos problemas de impacto pontual na vida do morador por causa do adensamento urbano.