ARTIGO

Mais um pouco do pedágio

Diego Capua

Sim, está sendo falado muito sobre o pedágio e posso dizer uma coisa: é pouco. Precisa ser falado muito mais, precisa de muito mais discussão e engajamento público. Dos políticos, realmente neste caso não podemos reclamar, visto que, em primeiro plano é uma questão de extrema importância para a população não só de Mogi, mas, também da região. E é claro que é um ótimo capital político para um ano pré-eleitoral, no qual esses personagens precisam começar a se destacar para garantir mais quatro anos no cargo.

Mas por que precisamos falar mais sobre isso? Simples, porque até hoje não se tem notícia de um local onde foi planejado a instalação desse tormento que ele não tenha sido efetivado. Pelo interior de nosso Estado são muitas estradas, algumas de pista simples, em que você paga pedágio (e caro) para acessar uma rodovia principal, e, mesmo sob revolta da população, ele foi enfiado “goela abaixo” como se ninguém tivesse falado nada.

A sorte que temos é que Mogi ainda é mais populosa, está inserida dentro da Grande São Paulo e um barulho aqui pode gerar problemas para o Executivo estadual, pois fatalmente ele acaba tomando uma proporção maior e, com isso, pode prejudicar a imagem pública de alguém que tem planos de angariar novos cargos no futuro.

Por isso, muito louvável a conduta tomada pela imprensa de nossa cidade. Desde que esse assunto surgiu de forma oficial, temos visto uma cobertura incansável e nós, como integrantes da população mogiana, temos que ser ativos em manifestações cada vez mais volumosas e que causem mais impacto para que esse pedágio, que vai penalizar principalmente o mogiano, não saia do papel.

Já não basta termos perdido nosso acesso ao Litoral, que foi construído pela Prefeitura Municipal e por anos gerou a possibilidade de fazermos o “bate-volta” da praia aos finais de semana, mas hoje é o significado apenas de problemas, visto que basta o sol dar as caras para que o percurso que outrora era feito em 40 minutos passe a levar não menos que três horas.

Em razão disso não vamos parar de fazer barulho. Vamos fazê-lo cada vez mais alto, pois não podemos ter nossa cidade dividida por uma praça de pedágio!

Diego Capua é advogado

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