Márcio Alvino, entre a cruz e a caldeirinha

Não é das mais confortáveis a situação em que se encontra o deputado federal Márcio Alvino (PR). Enquanto a principal liderança de seu partido, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, aparece no noticiário como defensor da manutenção da presidente Dilma Rousseff (PT) no cargo, o parlamentar já enfrenta a pressão daqueles que querem vê-lo do outro lado do balcão, engrossando o coro dos descontentes com a presidente. Em Mogi, ativistas já saem às ruas com faixas, cobrando uma posição do parlamentar pró-impeachment e as redes sociais são cenários de ações semelhantes de outros insatisfeitos com o atual governo. Alvino, por sua vez, tem evitado se manifestar publicamente sobre como irá votar na sessão da Câmara do próximo domingo. Há dias que seu nome aparece nos placares do impeachment divulgados por vários órgãos de Imprensa como o deputado indeciso ou que não se manifesta sobre o assunto. O parlamentar, admita-se, está numa situação difícil. Afinal, até agora, fez parte do governo Dilma e valeu-se muito do Ministério dos Transportes, feudo do PR, para fazer política junto às suas bases eleitorais. E como o próprio partido ainda parece estar esperando o andar da carruagem oficial para saber se pega carona ou a abandona no final do caminho, o deputado demonstra não ter outra saída, senão esconder-se atrás do próprio silêncio. No entanto, a essa altura do jogo político, o que se espera de um representante da Região Alto Tietê é clareza: que ele simplesmente diga como pretende votar. E justifique tal posição. Não importando se ela seja contrária ou favorável ao impeachment da presidente. Isso é fundamental para que seus eleitores possam se manifestar, como parte do jogo democrático. Ficar em silêncio até na hora do voto, decididamente, não é a melhor alternativa. Alvino deve saber que seus eleitores esperam um posicionamento, até para que possam opinar sobre ele. Em tempos de democracia escancarada, esse silêncio pode receber as mais diversas interpretações. Nem sempre favoráveis a quem dele faz uso.

COTIDIANO

Na Avenida Lothar Waldemar Hoehne, no Rodeio, o cavalo e seu condutor ocupam, sozinhos, uma das faixas da movimentada via / Foto: Eisner Soares
Na Avenida Lothar Waldemar Hoehne, no Rodeio, o cavalo e seu condutor ocupam, sozinhos, uma das faixas da movimentada via / Foto: Eisner Soares

FRASE

A legitimidade se perdeu em meio a tantos casos de corrupção e nas pedaladas fiscais praticadas por este governo.

Pedro Komura (PSDB), vereador defendendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ontem, neste jornal

 

Candidatos
Entre os candidatos a vereador que deverão fazer parte da coligação liderada pelo prefeiturável Rodrigo Valverde (PT) estão alguns nomes conhecidos da Cidade, como Mário Berti (PROS), Santileusa Moraes (PMB), Valdir Bandeira, de Sabaúna (PSC), advogado Carlos Barbará (PSDC), o evangélico William Prando (PSDC), cabeleireiro Flávio do Mercadão e Andrew Alabarce, de César de Souza, ambos do PT do B, entre outros.
Mudanças
O Garra e a Dise finalmente trocaram o prédio onde funciona o Pró-Híper, na Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes para o imóvel alugado, na esquina das ruas Delphino Alves Gregório e Deodato Wertheimer, também no Mogilar. A saída das unidades policiais, que conflitavam com a presença dos idosos, vai permitir o reparo definitivo do local, avariado durante as fortes chuvas do verão passado.
Varejão
Já outro ponto também castigado pelas recentes tempestades, a cobertura do Mercado do Produtor Rural Minor Harada, sede do Varejão das manhãs de domingo, da feira noturna de sábado e dos atacados durante a semana, está difícil de ser recuperado. Ontem, a Prefeitura divulgou comunicado informando que “face a recurso administrativo interposto por empresa participante”, ficará suspensa, por tempo indeterminado a abertura dos envelopes da proposta de preços para execução das obras, prevista para amanhã.
Na tevê
Os vídeos com abordagens sobre a Cidade e política postados com frequência pelo vereador Caio Cunha (PV) no Youtube e Facebook lhe valeram um convite para apresentá-los no Canal 26 de Net. Os comentários de cinco minutos, em média, passarão a ser produzidos prioritariamente para a tevê e só depois levados ao ar pela internet. A agência Click Propaganda foi a responsável pela migração.