EDITORIAL

Maternidade de Mogi

Por mês, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes abriga 500 mulheres. Quando os filhos nascem, o hospital mais antigo da cidade cuida das primeiras horas de vida de cerca de 500 bebês na maternidade considerada como referência para as cidades do Alto Tietê. 500 partos mensais poderão ser realizados na Maternidade Municipal, que começa a ser construída ao lado do Hospital Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas. Em tese, a capacidade do atendimento será duplicada.

O projeto da Secretaria Municipal de Saúde vai suprir um dos problemas mais graves da saúde pública do Alto Tietê: a superlotação da Santa Casa, controlada regiamente pela direção do hospital, mas, ainda assim, foco de insegurança, apreensão e dúvidas.

Nas atuais condições, durante toda a gestação, as mulheres são vítimas da desestrutura neste setor da saúde pública porque elas convivem com a expectativa de chegar na porta da Santa Casa e não contar com uma vaga para a internação imediata por causa da alta demanda para os partos ou emergências. O mesmo ocorre depois do nascimento do filho, quando o bebê requer dos cuidados especializados da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, outra vítima da insuficiência de leitos para todos.

Assim como a decisão da Prefeitura de construir um hospital próprio, em Braz Cubas, para atender o que o Hospital Luzia de Pinho Melo e a Santa Casa não ofereciam, o plano de qualificar a atenção à mulher e aos novos cidadãos que chegam ao mundo é um acerto.

A cidade cresceu demais. Não cabe mais, a Mogi, manter a estrutura de 20, 30 anos atrás.

Serão 30 meses de espera pelo serviço, se tudo caminhar bem. Qual será o papel da Santa Casa que até hoje socorreu gestantes de Mogi e de outras cidades? Essa situação, aliás, deverá ser mantida até 2022, data prevista para a entrega da nova maternidade, cuja obra foi iniciada pelo prefeito Marcus Melo.

Questionado sobre isso, o prefeito disse que o assunto será tratado no futuro.

Pelo que fez até aqui, bem ou não, a Santa Casa precisa ser levada em conta neste planejamento. Até para se saber qual será o futuro dos investimentos anunciados para a expansão da maternidade. E, detalhe, estamos ainda a dois anos e meio de espera pela nova maternidade, se tudo correr bem. Ou seja, mais de mil gestantes e recém-nascidos dependerão desse setor no futuro próximo.


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