SAÚDE

Maternidade e UTI Neonatal da Santa Casa de Mogi ainda operam superlotadas

TUDO IGUAL Apesar de algumas altas médicas, as vagas em maternidade e UTI Neonatal estão ocupadas. (Foto: arquivo)

Somente neste final de semana, 32 gestantes tiveram alta na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, sendo 17 no sábado e 15 no domingo. Ainda assim, o hospital está superlotado e com 59 mulheres internadas na maternidade, entre mães que já tiveram seus bebês, que ganharão ou que se encontram em tratamento. O número de novas pacientes, inclusive, é maior. Tendo outras novas 38 internações.

“Todas as pacientes estão sendo atendidas no nosso Pronto Socorro e aquelas em trabalho de parto ou com alguma indicação de sofrimento fetal sendo assistidas pelo hospital. Apesar de todas as medidas tomadas por nós, da ajuda dos outros hospitais e do empenho da Prefeitura de Mogi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, estamos em uma situação bastante crítica e preocupante”, frisou o diretor técnico da Santa Casa, o médico Ricardo Bastos.

Até ontem, 39 bebês estavam no setor de neonatal, que tem no total 25 vagas. Destas crianças, 22 estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, que conta com apenas 10 vagas. Por meio da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) os casos mais urgentes podem ser encaminhados para os hospitais de Guaianases, Ferraz de Vasconcelos e São Mateus. As unidades foram designadas a auxiliar a cidade em uma ordem do secretário de Estado de Saúde, José Henrique Germann Ferreira.

Foi na última quarta-feira, que o anúncio de paralisação nos atendimentos por superlotação foi feito pelo hospital. O problema maior não é a falta de espaço para acomodar as parturientes, já que isso poderia ser resolvido utilizando leitos de outros setores, como também já vem sendo feito. A questão mais crítica diz respeito às gestantes de risco, que precisam ter a garantia de um leito na UTI Neonatal para os bebês.

Desta forma, a Santa Casa vem atendendo além de sua capacidade e para isso precisa alugar equipamentos de empresas especializadas, um custo adicional que tem que ser arcado pela própria instituição, que realiza em média, 450 partos por mês, e um atendimento de aproximadamente 2 mil gestantes.


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