POLÍTICA

Mauro Araújo desiste de Presidência da Câmara de Mogi

POLÍTICA Vereador emite nota, enquanto na Câmara Municipal recomeça a disputa pelo comando do Legislativo no ano que vem. (Foto: arquivo)

O vereador Mauro Araújo (MDB) desistiu de concorrer ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Em nota oficial, divulgada na tarde de ontem, ele diz que “já tendo passado por essa experiência e deixado minha contribuição para o fortaelcimento do Poder Legislativo, ali existindo diversos colegas com toda condição de exercer esse múnus, e também em razão de outros projetos e preocupações que agora me tomam, limitarei a minha atividade ao exercício do mandato de vereador sem ocupar qualquer cargo na Mesa Diretiva”.

Com a decisão de Araújo, a disputa pelo comando da Câmara para o último ano da atual legislatura voltou a ficar aberta, com surgimento de possíveis candidatos ao cargo.

Um deles é o vereador Jean Lopes (PC do B), que já estaria procurando os colegas para tentar garantir os votos necessários para a sua eleição.

Uma corrente de vereadores, no entanto, defende a manutenção no cargo do atual presidente Sadao Sakai (PL), em razão da forma discreta, mas firme, com que conduziu o Legislativo no decorrer deste ano. Um dos defensores do nome de Sadao e de sua continuidade à frente do cargo seria o vereador Antonio Lino da Silva (PSD).

Uma outra corrente, no entanto, defende a indicação do veterano José Antonio Cuco Pereira (PSDB), que já exerceu o cargo ao longo de sete anos. A eleição de Cuco para presidente seria uma espécie de homenagem ao vereador que está encerrando sua participação na vida pública, após sete legislaturas na Câmara e dois mandatos de vice-prefeito.

Todas essas opções não levam em conta o acordo realizado no início do atual mandato, que garantia ao MDB o comando da Câmara no último ano. As opções seriam Taubaté Guimarães, que não demonstra interesse pelo cargo, e Diegão Martins, que não descarta a ideia de ser presidente, mas é encarado como muito jovem e sem a experiência suficiente para comandar o Legislativo num ano eleitoral e de possíveis novas turbulências no campo jurídico.

Afinal a desistência de Mauro Araújo ocorreu após o Ministério Público e a Polícia Militar realizarem apreensão de computadores e documentos no gabinete do vereador e em sua residência, assim como em endereços do empresário Leonel Zeferino, como parte de uma investigação sobre supostas lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência. O trabalho do MP ainda não foi concluído.


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