EDITORIAL

Medidas paliativas

Que o Projeto + Mogi EcoTietê venha com saídas menos improvisadas e mais definitivas”

A Secretaria Municipal de Transportes está próxima de tomar novas medidas para tentar minimizar os congestionamentos que se formam, com frequência, no trecho da Avenida Francisco Rodrigues Filho localizado nas proximidades do bairro Nova Mogilar. O problema ocorre durante praticamente todo o dia, tendo se tornado uma enorme dor de cabeça para os motoristas que trafegam no sentido César de Souza-Mogilar e chegam a levar até 40 minutos, durante os horários de rush, para atingir a rotatória Kazuo Kimura, próximo do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone.

A deficiência é antiga, mas tem se agravado sistematicamente nos últimos tempos, com o aumento no número de veículos que transitam por aquela região da cidade, onde pouco se fez, em termos de planejamento, quando novos prédios foram sendo construídos no conjunto denominado Nova Mogilar e também no distrito de César de Souza. Todo o trânsito gerado por estas recentes ocupações acaba convergindo em direção da saída para São Paulo ou do centro urbano de Mogi.

A imprevidência do passado se reflete no presente e está levando a Prefeitura a adotar medidas para tentar reduzir os congestionamentos cada vez mais longos e demorados.

A primeira delas é a abertura do canteiro da avenida Francisco Rodrigues Filho, na altura do Nova Mogilar, para que o motorista que segue pela avenida Antonio Almeida com destino a César de Souza não precise mais contornar a rotatória Kazuo Kimura para retornar em direção ao distrito. Um semáforo está sendo instalado para ordenar o trânsito naquele ponto em que ocorrerá a passagem transversal de veículos pela Rodrigues Filho rumo a César.

Outra medida em estudos – esta inexplicavelmente dependente de verbas federais – é a transformação da rotatória em um simples cruzamento controlado por semáforos. Um verdadeiro “ovo de Colombo” que, se der certo, jogará por terra, da maneira mais simples, longos estudos de engenheiros que acabaram por implantar até semáforos em torno da rotatória para evitar as verdadeiras batalhas entre motoristas na disputa por uma vaga para atravessar o conflagrado ponto.

As duas alternativas, por mais criativas que possam vir a ser, não passam de medidas paliativas, que podem até ser necessárias, mas que jamais substituirão soluções mais ousadas e técnicas, como a abertura de novas vias para escoar um trânsito que só tende a aumentar cada vez mais com o crescimento da cidade. Que o Projeto + Mogi EcoTietê venha com saídas menos improvisadas e mais definitivas. Só assim, com estudos, planejamento e investimentos pesados, a cidade conseguirá resolver seus gravíssimos problemas viários.

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