DESDOBRAMENTO

“Meu sobrinho sempre foi honesto”, diz tia de jovem que morreu após cair de burro, em Mogi

SAUDADES Francisco era querido pela família e amigos. (Foto: divulgação)

Em entrevista a O Diário, na manhã desta quarta-feira (29), Roberta Damião tia do ajudante geral Francisco Walisson Santos Joaquim, de 22 anos, contestou a reportagem divulgada neste jornal na edição desta terça-feira, com o título “Rapaz cai de burro furtado e morre”. Diferentemente do que foi publicado baseado em informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), do Estado de São Paulo, Roberta explicou que “o meu sobrinho sempre foi honesto e trabalhador desde criança. Uma hora antes de sofrer a queda do burro que lhe pertencia ele estava bom. Na hora do acidente, na avenida Das Orquídeas (na Vila Paulista), em Braz Cubas, conversava com o irmão normalmente”.

No momento em que Francisco tentou montar no animal veio a cair. “Ele tinha bebido um pouco e na queda rompeu duas artérias, sendo socorrido ao hospital pelo irmão dele”. O fato ocorreu na madrugada de sábado, porém no começo da tarde do mesmo dia, depois de ser submetido à uma cirurgia, o ajudante veio a falecer no Hospital Luzia de Pinho Melo”.

Roberta ficou indignada ao ver o nome do sobrinho Francisco relacionada ao furto do seu burro. “O que aconteceu foi o furto de uma sela, só isso, e gerou essa confusão que entristeceu a nossa família e pedimos a correção”.

O boletim de ocorrência de nº 5930 foi registrado por ordem do delegado José Carlos dos Santos Alvarenga, do Distrito Central, como morte suspeita/morte acidental e furto.

No histórico do documento consta que o comunicado do falecimento de Francisco foi feito pela irmã dele Maria Aline Santos. Já a médica veterinária Fumie Murakami, do Centro de Zoonoses, disse aos policiais que foi acionada ‘hoje (sábado) de madrugada pela Central de Emergência da Guarda Municipal devido a um animal (burro) solto na avenida Das Orquídeas, em Braz Cubas”.

Uma testemunha teria retirado a sela do animal e a colocou na guia da calçada e amarrou o burro num poste. A médica veterinária foi ao local com um motorista da Zoonoses. Ela informou na delegacia que a sela foi colocada no veículo oficial e o burro deixado num terreno baldio para ser recolhido.

A médica Fumie retornou para a sua residência e o motorista para o Centro de Zoonoses, em César de Souza. Naquele momento, garantiu que desconhecia qualquer tipo de ‘acidente’. No sábado de manhã, conforme ela relatou à Polícia Civil, soube do sumiço da sela e ao se dirigir ao local onde se encontrava o animal, ele tinha sumido, teria sido levado por uma pessoa identificada como Edmário Alves da Silva, a qual seria “amigo da vítima”.

Naquela oportunidade, Fumie contou aos policiais que ficou sabendo da morte do rapaz. O delegado José Carlos dos Santos Alvarenga mandou enviar o boletim de ocorrência para a área do fato, ou seja, para ser esclarecido no 2º Distrito, em Braz Cubas. A intenção da Polícia será saber sobre a causa da morte do ajudante, localizar o animal e a sela

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