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Michel Flor é condenado a 45 anos de prisão por matar a estudante Rayane Paulino

Michel Flor foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado – feminicídio, meio que impossibilitou a defesa da vítima, meio cruel e asfixia, além de estupro e ocultação de cadáver. (Foto: reprodução)

Condenado a 45 anos e 4 meses de reclusão a cumprir em regime fechado, o ex-segurança Michel Flor da Silva, de 29 anos, retornou, na noite desta sexta-feira à Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, destinada a autores de crimes sexuais, onde se encontra desde outubro de 2018 depois de estuprar e matar asfixiada a estudante Rayane Paulino Alves, de 16 anos, em Guararema. O resultado do julgamento que durou 7 horas, no Fórum de Mogi das Cruzes, nesta sexta-feira, é passível de recurso junto ao Tribunal de Justiça por parte da defesa do réu, o advogado Wagner Arcanjo da Cruz, a qual tentará reduzir a sentença.

O assassinato foi esclarecido pelo delegado titular Rubens José Angelo, do SHPP (Setor Homicídios e Proteção à Pessoa) de Mogi das Cruzes. Ele foi convocado e participou como testemunha do júri, vindo a reafirmar as provas que coletou com a sua equipe ao longo das investigações que culminaram na identificação e captura do criminoso.

Rayane ficou desaparecida por oito dias, em 2018. O corpo dela foi encontrado uma semana depois, em uma área de mata, na Avenida Francisca Lerário, em Guararema. (Foto: arquivo)

Um dos fortes indícios foi a localização no local do crime perto do corpo de Rayane de uma caneta de propaganda achada pela própria autoridade. Na sequência das buscas, os policiais encontraram canetas semelhantes na casa onde Michel Flor residia com a família.

Depois de participar de uma festa no bairro do Botujuru. Rayane deixou as amigas e passou a caminhar pela estrada Mogi-Guararema, sendo que pegou carona com um motorista de aplicativo, sendo que entrou no Terminal Rodoviário de Guararema e foi abordada pelo então seguranaça que trabalhava no local.

Michel Flor foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado – feminicídio, meio que impossibilitou a defesa da vítima, meio cruel e asfixia., além de estupro e ocultação de cadáver. O defensor do réu quis “derrubar” o crime de estupro, mas não convenceu os jurados.

O pai de Rayane, Marcio Paulinto falou que “pessoas assim devem ficar presas”.

Em uma carta divulgada na última quinta-feira, o ex-segurança Michel Flor garantiu que “estou arrependido, mas não posso pagar pelos crimes que não cometi”.