EDITORIAL

Modernização necessária

A zona azul é um sistema importante para ordenar o uso das vagas para o estacionamento

Desde ontem, dez parquímetros instalados em alguns pontos centrais de Mogi das Cruzes passaram a oferecer opções para o pagamento pelo estacionamento controlado como os cartões de débito e crédito, além das moedas. É esperada para os próximos dias a ampliação desse número para 15 e, posteriormente, para todos os 47 equipamentos usados para atender os motoristas que utilizam as atuais 1.092 vagas demarcadas na área central e bairros próximos.

É uma modernização necessária. Que chega, aliás, com atraso, diante de um comportamento já enraizado nas transações comerciais. Uma grande parcela da população só usa o “dinheiro de plástico”, ou seja, os cartões bancários, ao invés das notas e moedas. A conjugação dos dois modelos de recebimento também é uma necessidade porque muitas pessoas, em razão de fatores como a própria economia informal, ainda usa o “dinheiro vivo”.

A zona azul é um sistema importante para ordenar o uso das vagas para o estacionamento nas regiões que concentram a maior circulação de pessoas. E tornar o sistema compatível com os interesses e a comodidade do usuário é uma obrigação da Prefeitura e da empresa contratada para administrar o sistema.

Outra mudança será a adoção da conferência informatizada, que acaba com a necessidade de o motorista deixar o cartão de pagamento visível no carro. A conferência poderá ser feita por meio de aplicativo disponível nas plataformas IOS ou Android, ou ainda com as orientadoras do trãnsito.

Na esteira dessas alterações iniciadas após a renovação do contrato entre a Prefeitura e a Estapar, a Secretaria Municipal de Transportes promete abrir uma caixa de Pandora: a extensão da zona de estacionamento controlado para Braz Cubas, Mogilar, Parque Monte Líbano, Centro Cívico e Jardim Santista. Em abril passado, em encontro que apresentou as mudanças, o secretário José Luis Freire de Almeida prometeu ouvir os comerciantes, assim como fez em outras tentativas de intervenções no trânsito.

A se conferir no futuro. Qualquer mexida na Zona Azul gera polêmica, acesa pela divisão de opiniões pautadas mais em interesses pessoais do que coletivos. O desafio é fazer valer as soluções que atenderão às necessidades da maioria dos cidadãos porque hoje, o nosso trânsito já começa influenciar, para pior, na qualidade de vida mogiana.