PARALISAÇÃO

Greve nacional deve parar trens, ônibus e professores em Mogi

(Foto: arquivo)
EM ALERTA Usuários dos trens da CPTM em Mogi das Cruzes e região devem ficar atentos para a paralisação de trabalhadores das linhas 11 Coral e 12 Safira. (Foto: Eisner Soares)

O Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes aderiu à greve geral nessa sexta-feira as agências da avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco prestarão atendimento somente a partir das 13 horas. O Sindicato dos Rodoviários da cidade também confirmou a paralisação. Esta, entretanto, durante todo o dia. A CS Brasil deve operar com frota reduzida.

Além dos ônibus municipais e intermunicipais, os mogianos poderão sentir falta dos trens. Isso porque o Sindicato Central do Brasil – que representa as linhas 12-Safira, 13-Jade e 11-Coral, que liga Mogi à Capital – também já confirmou a participação na greve. O Governo do Estado, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (SMT), ingressou com liminares para determinar que os funcionários atuem, principalmente em horário de pico. Ainda assim, os sindicalistas não recuaram.

A Secretaria Municipal de Transportes afirmou que foi informada sobre a paralisação de profissionais da CS Brasil e da Princesa para hoje, a partir da zero hora. Ainda assim, a pasta disse esperar que as decisões da Justiça do Trabalho sejam acatadas e que está em contato com as empresas para que os prejuízos aos usuários sejam minimizados e que os ônibus voltem a operar tão logo a paralisação seja encerrada.

As concessionárias entraram com pedido de liminar e a Justiça autorizou a operação de 80% da frota (179 ônibus) nos horários de pico (das 5h às 9h e das 15h às 20h). Nos demais horários, elas devem operar com 60% da frota (134 ônibus).

Em pauta na greve está, principalmente, a Reforma da Previdência da maneira que vem sendo proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e os cortes na educação que são promovidos pelo mesmo. Essas, porém, não são as únicas reivindicações das centrais sindicais, que lutam também por maior geração de empregos formais e pela retomada do crescimento da economia.

As reivindicações pela educação serão feitas também em esfera estadual, já que o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) também sinalizou a favor das manifestações. Em pauta, está o desmonte que eles acreditam que o Governo Estadual vem promovendo no ensino, tratando o assunto como uma “empresa”.

Lembrando que as últimas manifestações dos educadores em Mogi tiveram uma adesão de quase 80%, Inês Paz, que é conselheira da regional da Apeoesp, acredita que desta vez muitos deles deverão participar. Essa sexta-feira, os professores se concentram às 9 horas no Largo do Rosário, para que às 10 horas seja iniciada uma caminhada.