RANKING

Mogi das Cruzes é a terceira cidade do Estado em produção de minerais

Entre as empresas que atuam em Mogi das Cruzes está a Embu, uma das líderes em produção em todo o País, localizada na Estrada da Pedreira. (Foto: Arquivo)
Entre as empresas que atuam em Mogi das Cruzes está a Embu, uma das líderes
em produção em todo o País, localizada na Estrada da Pedreira. (Foto: Arquivo)

Divulgado esta semana pela Secretaria Estadual de Energia e Mineração, o Informe Mineral do Estado de São Paulo 2018, com base nos dados de 2017, apontou mais uma vez Mogi das Cruzes como o terceiro município que mais produz mineral em terras paulistas. A Cidade se destaca como importante produtor de brita e areia. Já o Estado, com 3% da arrecadação do Brasil, se mantém em quarto lugar no País. O ranking é elaborado de acordo com a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).

No ano passado, com base nos dados de 2016, Mogi esteve na mesma posição. Entretanto, a operação movimentou R$ 190.803.955, arrecadando R$ 2.929.000 para o Município. Desta vez, estes números foram R$ 173.529.309 e R$ 2.934.515, respectivamente. A Cidade integra uma parcela fundamental, já que cerca de 70% da produção mineral do Estado se concentra em quatro grupos de grande participação na indústria da construção: brita, areia, calcário e argila.

Pensando na possível arrecadação de 2018, o secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, acredita que ela não seguirá o cenário econômico, que vem demonstrando uma retomada. “Com a nova legislação da Cfem que alterou as alíquotas de incidência do recolhimento, a base de cálculo e a participação na distribuição entre estados e municípios, teremos um novo ciclo na arrecadação onde novos patamares serão definidos”, comentou.

De uma maneira geral, São Paulo arrecadou no ano passado R$ 56,3 milhões, valor 2,5% inferior ao ano anterior, quando obteve R$ 57,6 milhões. Antes disso, este valor também diminuiu, já que em 2015 a arrecadação alcançou R$ 60,9 milhões, 5,3% a menos.

A parte da arrecadação destinada ao Governo do Estado foi de R$ 12,9 milhões, já os municípios paulistas produtores de bens minerais ficaram com R$ 36,6 milhões. O governo federal ficou com R$ 6,8 milhões. O grupo formado por brita, areia, água mineral, calcário, argila e fosfato representa 95% da arrecadação ficando todos os demais bens minerais com 5%.

O valor bruto das operações durante 2017 chegou a R$ 3,2 bilhões em bens minerais faturados para diversas cadeias produtivas da indústria estadual. A produção de água mineral apresentou um crescimento de 22% na arrecadação da Cfem em relação a 2016, aumentando a sua participação na arrecadação global de 17% para 21%.

Cajati continua sendo o município que mais produz minerais no Estado de São Paulo. A cidade da região de Registro conta com a empresa Vale que tem capacidade produtiva de fosfato bicálcico de 635 mil toneladas. Em segundo lugar aparece o município de São Paulo que produz brita e água mineral.

Em Mogi
Entre as pedreiras da Cidade estão as pertencentes à Embu S/A, localizada na Estrada da Pedreira, no Itapeti, uma das maiores produtoras de brita do País, e do grupo Itaquareia, uma empresa fundada há 50 anos, com cinco pedreiras localizadas nos bairros do Taboão (Ponte Alta, Cachoeira e Lambari), Jundiapeba e Parateí (Fazenda Mirabel), conforme constam nos sites das empresas. Em 2014, no Anuário Mineral Estadual, a Embu figurou a quarta colocação entre as produtoras brasileiras, e a Itaquareia estava na 16ª posição.

Maiores Arrecadadores da Mineração de São Paulo

Município

Colocação

Operação (R$)

Arrecadação (R$)

Participação no Estado

Cajati

213.631.859

4.194.121

7%

São Paulo

218.413.838

2.977.278

5%

Mogi das Cruzes

173.529.309

2.934.515

5%

Campos do Jordão

125.712.947

2.516.418

4%

Salto de Pirapora

100.886.960

1.967.605

3%

Bauru

87.066.068

1.741.428

3%

Analândia

98.280.542

1.560.763

3%

Rio Claro

67.145.517

1.488.278

3%

Descalvado

75.479.661

1.265.457

2%

Lindóia

10º

41.415.367

1.155.186

2%

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo