COVID-19

Mogi das Cruzes já tem 9 casos confirmados do novo coronavírus

DOENÇA Casos do novo coronavírus avançam na região do Alto Tietê. (Foto: divulgação)

Mogi das Cruzes segue liderando o número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no Alto Tietê. O município pulou nesta quarta-feira de sete para nove registros da doença. As demais ocorrências da região estão distribuídos nas cidades de Arujá (1), Ferraz de Vasconcelos (2), Poá (1) e Suzano (1), de acordo com dados das Vigilâncias Epidemiológicas. Ontem, em transmissão ao vivo nas redes sociais, o prefeito Marcus Melo (PSDB) criticou o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – que condenou as medidas de isolamento e quarentena tomadas por governos estaduais. O chefe do executivo mogiano e o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, reforçaram o pedido para que a população “permaneça em casa”, nos próximos dias (leia mais abaixo).

De acordo com Naufel, o resultado para os três óbitos suspeitos da cidade que podem estar relacionados ao novo coronavírus, notificados nesta terça-feira, devem ser liberados entre hoje e amanhã. Tratam-se de duas vítimas com 62 anos e uma de 56 anos, que estavam internadas em hospitais públicos e particulares da cidade com sintomas da doença – uma delas tinha comorbidades.

“O número de notificações do Covid-19 tem aumentando, mas o número de resultados não. Sabemos que isso aumenta a ansiedade”, comentou o titular da pasta. Até o início da noite de ontem, Mogi tinha 166 notificações do coronavírus, 30 a mais do que nesta terça-feira. Do total, 85 aguardam resultado de exames, 50 são casos leves que não tiveram amostras colhidas, 22 foram descartados e 9 confirmados.

Críticas

Em discurso transmitido em rede nacional na noite de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro pediu a reabertura de lojas e escolas, ainda que especialistas de saúde pública recomendem o confinamento para “achatar a curva” de contaminação pelo Covid-19.

“Deixando a questão partidária de lado, esse é um momento de ouvirmos técnicos e profissionais da medicina. Se o mundo está tomando medidas de isolamento social, porque o Brasil faria diferente?” questionou o prefeito Marcus Melo, ao acrescentar: “O nosso pedido tem sido desde o início para que fiquem em casa e vamos continuar reforçando isso”.

“É muito claro o que o Bolsonaro fez, temos um problema de saúde e um econômico, e na minha opinião, ele lavou a mão para os idosos”, criticou Melo. “O isolamento vertical proposto por ele é muito bonito na teoria, mas, na prática, isso não ocorre no Brasil. Sabemos que idosos moram com outras pessoas, inclusive jovens”, completou.

“Não há razão nenhuma para imaginarmos que o que aconteceu na Itália não aconteça aqui. Essas duas próximas semanas são importantes para que a gente interrompa a transmissão do vírus na nossa comunidade”, pontuou o secretário Henrique Naufel. “Se os casos vierem todos ao mesmo tempo, haverá falta de leitos no Brasil inteiro. É isso que queremos evitar, por isso, fiquem em casa”, completou o titular da pasta.


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