GOVERNO DO ESTADO

Mogi-Dutra: 2020 será de definições para pedágio e entrega de duplicações

LOCAL Técnicos da Artesp anunciaram a instalação de praça de pedágio no km 45 da Mogi-Dutra. (Foto: Elton Ishikawa)
LOCAL No projeto anunciado pela Artesp, será instalada uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra, que já sofre rejeição. (Foto: arquivo)

A Mogi-Dutra (SP 088) esteve entre os assuntos que mais geraram atenção da sociedade civil, associações e políticos no último trimestre de 2019 e deve continuar em 2020. Tudo isso por conta da proposta da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) de pedagiar a rodovia, dentro do pacote de concessão das vias que ligam ao litoral norte do estado. Na última reunião do ano, a agência do governo do estado, após diversas manifestações contrárias da sociedade e políticos da região, se mostrou “sensível” ao projeto. Outro tema envolvendo a SP 088 é o prazo para a entrega da duplicação do trecho final, entre Mogi e Arujá, que tem como data final o próximo dia 20 de janeiro, mas ainda há muito o que se fazer por lá.

O projeto de concessão das rodovias que ligam ao litoral norte foi apresentado em audiência pública em Mogi das Cruzes na manhã do dia 21 de outubro, uma segunda-feira. Diferente do que se esperava – a duplicação da rodovia Mogi-Bertioga e até um pedágio na litorânea – a proposta previa apenas a construção da segunda faixa na Estrada do Pavan, que liga a Mogi-Dutra à via Perimetral, e mais seis quilômetros da litorânea, ainda no trecho de planalto em Mogi.

Imediatamente, os moradores de um condomínio às margens da rodovia, na Serra do Itapeti, e moradores dos bairros da divisa se reuniram contra a proposta. Em seguida, os deputados estaduais, federal, prefeitos de Mogi e Arujá e a Câmara também enviaram ofícios ao governo do Estado contrários à proposta. Neste ínterim, Giovanni Pengue Filho, diretor-geral da Artesp, deixou o cargo. No entanto, em reunião realizada em 18 de dezembro, os integrantes do movimento ‘Pedágio Não’ acreditam que conseguiram sensibilizar os técnicos da agência sobre a cobrança, mas que a resposta ficará a cargo de João Doria (PSDB).

Outra definição que deverá ser tomada ainda em janeiro envolvendo a SP 088 é sobre o prazo para duplicação. Em dezembro, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) divulgou a O Diário que a obra deverá sofrer um aditivo de prazo no contrato. Isso porque a data final era para o primeiro mês de 2020, conforme havia divulgado o então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em visita a Mogi em 17 de dezembro de 2017, ao autorizar o início das intervenções para o próximo mês, com prazo de 24 meses. Ocorre que as obras iniciaram apenas nove meses depois.

A reportagem de O Diário acompanha mensalmente a evolução dos trabalhos. Na última visita, cerca de dois dos 7,5 quilômetros a serem duplicados ainda não tinham a segunda faixa aberta. Além disso, faltam as três passarelas e o viaduto, dispositivos de retorno e a finalização das pistas, com o pavimento. O DER informou que são realizados serviços de terraplanagem, drenagem, implantação de canaletas, guias, sarjetas, calçadas, da camada de base da pavimentação, plantio de grama em taludes, entre outros.

A obra é financiada pelo Banco Mundial – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e executada pelo Consórcio Construcap Copasa. O investimento é de R$ 121,9 milhões.


Deixe seu comentário