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Mogi encerra primeiro semestre de 2020 com a extinção de 4.358 postos de trabalho, pior resultado em toda a série histórica

SEGURO Filas para a retirada de benefícios trabalhistas e o auxílio emergencial são reflexos da crise econômica. (Foto: arquivo)
SEGURO Filas para a retirada de benefícios trabalhistas e o auxílio emergencial são reflexos da crise econômica. (Foto: arquivo)

Mogi das Cruzes encerrou o primeiro semestre deste ano com a extinção de 4.358 postos de trabalho. O número não encontra precedentes nem mesmo em avaliação anual desde o início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2002. Em nível de comparação, no ano mais intenso da crise político-econômica no Brasil, em 2016, a cidade encerrou 3.431 contratos de trabalho com a carteira de trabalho assinada. O balanço foi divulgado na manhã de ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Nos seis primeiros meses do ano, o município ficou com saldo positivo apenas nos meses de janeiro e fevereiro, com a criação de 517 e 840 postos de trabalho, respectivamente. Em março, quando a pandemia começou a ser sentida no Brasil com os primeiros casos da Covid-19 e o início do isolamento social, a cidade começou a perder postos e trabalho. Foram 1.677 contratos extintos, seguido por mais 2.866 em abril, 960 em maio e 212 em junho, mês que confirma o maior recuo no ritmo dos desligamentos de trabalhadores desde o início do enfrentamento do novo coronavirus.

Já no âmbito regional, houve uma leve melhora nesse quadro apenas quatro das dez cidades que integram o Alto Tietê fecharam o mês de junho com saldo positivo. Caso de Biritiba Mirim, com a abertura de 28 vagas no mês, Itaquaquecetuba com 156, Santa Isabel 8 e Suzano 384. Na contramão desse quadro, Arujá encerrou 309 postos de trabalho, Ferraz de Vasconcelos 71, Guararema 30, Mogi 212, Poá 141 e Salesópolis 25. Entre as 6.265 admissões e 6.477 demissões, foram extintos no mês exatamente 212 postos de trabalho.

Município Junho Acumulado ano
Saldos Saldos
Arujá -309 -1.088
Biritiba Mirim 28 -104
Ferraz de Vasconcelos -71 -647
Guararema -30 -701
Itaquaquecetuba 156 -2.617
Mogi das Cruzes -212 -4.358
Poá -141 -920
Salesópolis -25 -56
Santa Isabel 8 -98
Suzano 384 -1.377
Total -212 -11.966
Fonte: Ministério da Economia  

Os dados de junho encerram o quarto mês seguido de saldo negativo no Caged. As demissões ganharam força em março, com a quarentena obrigatória de prevenção ao novo coronavírus e a paralisação da produção e do mercado de compras e vendas de produtos não essenciais. O resultado naquele mês ficou negativo em mais de 3 mil. Já em abril, o primeiro mês completo da quarentena, o resultado foi o mais acentuado, em que foram encerradas mais de 7,6 mil postos de trabalho. Já em maio foram 2,9 mil vagas encerradas.

Em nível nacional, no primeiro semestre, o saldo do emprego formal ficou negativo em 1.198.363, resultado de 6.718.276 admissões e 7.916.639 desligamentos. No mês de junho as demissões de empregos formais chegaram a 906.444 e as admissões a 895.460. Com isso, o saldo negativo ficou em 10.984. Ainda assim, o número é menor do que os 350.303 postos de trabalho encerrados em maio.


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