TRÂNSITO

Mogi fecha 2018 com quase 259 mil carros

Aumento na frota de carros na cidade provoca lentidão no trânsito. (Foto: Eisner Soares)
Aumento na frota de carros na cidade provoca lentidão no trânsito. (Foto: Eisner Soares)

Mogi das Cruzes fechou o ano com uma frota de 258.923 veículos. Isso significa quase um automóvel para cada dois habitantes do município, considerando uma população de 430.901, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas em dezembro passaram a circular 14.353 novos carros na Cidade. No ano passado, a Prefeitura arrecadou R$ 59.690.683,20 com o recolhimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Houve um aumento no ano de 2018 de mais de 3,7% na frota do Município, em comparação com 2017. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) até o mês de novembro a frota estava em 244.570, contra os 235.820 registrados no mesmo período do ano retrasado, o que representava 8.750 veículos circulando a mais pela Cidade.

A Prefeitura, no entanto, atualizou os dados até dezembro, com a soma 14.353 novos automóveis apenas em dezembro, o que fez com que a frota atingisse 258.923 veículos, sendo 35.861 motos. A projeção da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) é de crescimento de mais de 3% para 2019. Nos últimos anos houve crescimento de uma média de 10 mil veículos por ano.

O aumento da frota significa mais problemas no sistema viário, que sofreu poucas intervenções nos últimos anos. As construções das passagens subterrâneas do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio não foram suficientes para melhorar a fluidez do trânsito, cada vez mais complicado, especialmente na área central.

Motoristas reclamam da dificuldade em andar na Cidade, principalmente em horários de pico, em trechos como o centro, região da Praça Kazuo Kimura( Rotatória do Habbis) e a Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães. Na opinião deles, as intervenções anunciadas para melhor a fluidez no trânsito devem amenizar o problema.

As mudanças para melhorar a segurança, a fluidez para o trânsito e minimizar pontos de conflito que geram riscos de acidentes devem beneficias as regiões do Shangai, Braz Cubas, Centro, Socorro e Mogi Moderno.

Também foi anunciada a implantação de uma faixa preferencial para ônibus na Avenida Narciso Yague Guimarães, entre a Rua Dom Antonio Cândido de Alvarenga e o Largo do Socorro. No Shangai, as ruas Navajas e Major Pinheiro Franco terão as mãos de direção invertidas.

O canteiro central da Rua Olegário Paiva, na altura da rua Navajas, será aberto e receberá um semáforo, permitindo acesso a passagem subterrânea Engenheiro Osvaldo Crespo de Abreu ou a rua Álvaro Pavan. O retorno existente em frente ao prédio do INSS será fechado e o cruzamento das ruas Navajas e Doutor Antonio Cândido Vieira receberá semáforo. No local passam 55 mil veículos por dia.

Em Braz Cubas, no encontro das avenidas Francisco Ferreira Lopes e Júlio Simões serão instalados semáforos e será impedida a conversão à esquerda dos motoristas da Avenida Francisco Ferreira Lopes acessar a Júlio Simões. Segundo a SMT são mais de 229 mil veículos que transitam pela região todos os dias.

Motorista sugere rodízio na área central
Nos últimos tempos, todos que transitam por Mogi das Cruzes em horários de pico acabam presos nos engarrafamentos no Centro de uma cidade antiga, com ruas e calçadas estreitas. Os problemas de mobilidade afetam ônibus, aplicativos, taxistas e desafiam a Prefeitura. Na opinião dos motoristas, a saída imediata para o problema seria a implantação de um sistema de rodízio na área central.

Havia uma expectativa de uma melhora no fluxo com a construção do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio. Só que isso não aconteceu. A obra eliminou as passagens de nível da Sacadura Cabral e da Rua Dr Deodato Wertheimer. No entanto, o problema naquela região continua.

O taxista Luciano Marins não vê solução a curto prazo. “Para amenizar a situação, a alternativa mais viável seria o sistema de rodízio que poderia tirar 20% dos carros de circulação durante a semana”. Além do Centro, ele cita pontos críticos, como as vias de acesso à SP-66 (Mogi-Suzano).

Marins alega que é mais rápido levar um passageiro para o Aeroporto internacional de Guarulhos, a uma distância de 50 km, do que para Suzano, que fica a 13 km de Mogi. Ele consegue fazer o primeiro percurso de ida e volta em 1h30, sendo que o segundo, que é bem menor, em duas horas.

O motorista de aplicativo, Marcelo Cristiano da Costa Oliveira sugere o rodízio. Ele defende melhorias no transporte público. Para dar maior dinamismo às rotas dos passageiros, explica que procura desviar por caminhos alternativos. “Quanto mais complicado o trânsito pior para os motoristas, que precisam de agilidade para fazer mais corridas por dia e ter um lucro maior”, observa.

Já o motorista de van escolar, João Roberto de Paula Garcia defende a construção de novos viadutos sobre a linha férrea para acabar com as passagens de nível também da Vila Industrial e de Jundiapeba. Ele acredita que a nova Avenida das Orquídeas pode amenizar os gargalos em Braz Cubas e Jundiapeba. E pede investimentos no transporte coletivo. “As pessoas só vão deixar o carro em casa para andar de ônibus se tiverem um incentivo”, destaca.