PREVENÇÃO

Mogi já dispõe de protocolos sanitários para atividades que poderão reabrir na fase amarela

MUDANÇA Enquanto bares e restaurantes já se preparam para reabrir, a inclusão de Mogi na fase amarela pode antecipar o funcionamento desses espaços na próxima semana; porém, tudo isso depende do controle de casos e óbitos, segundo alerta o vice-prefeito Juliano Abe. (Foto: arquivo)

No site da Prefeitura de Mogi das Cruzes são divulgados os protocolos sanitários para as atividades que poderão reabrir as portas assim que a região avançar na classificação do Plano SP para a fase amarela, como salões de beleza, barbearia, bares, restaurantes e academias (anteriormente previstas para reabrirem na etapa verde). Há uma expectativa sobre a abertura desses serviços a partir da próxima segunda-feira, se os níveis dos casos da Covid-19 se estabilizarem.

Esta semana completa um mês que o Alto Tietê foi reclassificado da fase vermelha para a laranja, que permitiu a reabertura do comércio. O desempenho nos indicadores de internação, leitos, mortes e novos casos da doença desta semana será determinante para o avanço em mais uma fase e, a possibilidade desses setores voltarem a funcionar, mas seguindo os novos protocolos.

O vice-prefeito Juliano Abe (MDB), que coordena o Comitê Gestor de Retomada Econômica, conta que foi apóa a quebra da expectativa de o Alto Tietê migrar para a fase amarela em 26 de junho, foram realizadas reuniões com representantes das atividades contempladas nessa etapa.

Foram expostas dúvidas dos empresários sobre dois pontos do Plano SP. “Foi questionado, por exemplo, sobre a possibilidade de fracionar o horário. Em vez de trabalhar com o conceito de horas contínuas, a possibilidade de trabalhar nos períodos da manhã e tarde. O Governo informou que na fase laranja ainda é exigida a jornada continuada” detalha.

Outro ponto debatido diz respeito à definição de “ar livre”. Isso porque a Organização Mundial da Saúde, conta Abe, determina que não é necessária a instalação de aparelho de circulação de ar nos locais que possuem ventilação natural. “Eles também esclareceram esse ponto e passaram a usar áreas arejadas, com ventilação natural, ainda que cobertas”, detalhou.

Segundo ele, a estagnação na fase laranja não causou uma pressão de empreendedores e empresários para que a Prefeitura baixasse um decreto permitindo a reabertura das atividades, assim como fez a cidade de Arujá, por exemplo. Abe disse que tem mantido uma conversa transparente com os mais diversos segmentos. Neste contexto, afirma, “cada um deles manifesta dificuldades enfrentadas como o acesso a linhas de crédito e a falta de faturamento, mas eu não considerou esse tipo de manifestação como uma pressão ao município”.

Apesar de esperar que a região avance de patamar nesta semana, Abe pondera sobre a necessidade de esperar até a quinta-feira à noite para verificar os números dos casos e de mortes dessa semana. “Na semana passada, a gente ficou (na mesma situação) por conta do nível de internações. Já na semana que culminou com o dia 26 de junho foi o número de óbitos. Significa dizer que a estrutura hospitalar da região, embora o Governo do Estado não tenha entregue aquilo que ele se propôs a fazer, tem segurado a pandemia”, pontua.

Sobre o Governo do Estado ter recomendado o retorno de Itaquaquecetuba à etapa vermelha do Plano SP, o vice-prefeito diz que é um alerta para toda a região, já que os indicadores são analisados por blocos regionais. “Não é Itaquá que vai trazer Mogi para baixo, ou Suzano que vai melhorar o nosso indicador. É uma questão para ser resolvida de forma regional”, ressaltou.


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