LAGOS, RIOS E REPRESAS

Mogi lidera em mortes por afogamento no Alto Tietê

Represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba, está entre as áreas com maior incidência de casos. (Foto: Henrique Celestino)
Represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba, está entre as áreas com maior incidência de casos. (Foto: Henrique Celestino)

O número de mortes por afogamentos no Alto Tietê cresceu em 2018 na comparação com 2019. Dados do Corpo de Bombeiros mostram que o volume passou de 32 para 36 casos. Na liderança dessas ocorrências está Mogi das Cruzes, com 17 e 18 casos, respectivamente. Neste ano, o Município já registrou uma morte, de um homem de 51 anos, na represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba.

O Corpo de Bombeiros orienta que nadar em represas, lagos e rios – locais geralmente proibidos – é perigoso por se tratar de um ambiente em que o banhista não tem ideia do que pode encontrar. São comuns redemoinhos e pedaços de galhos que podem afundar e prender a vítima.

Em caso de afogamento, o primeiro passo é comunicar o Corpo de Bombeiros. Mesmo que alguém próximo à pessoa que está se afogando saiba nadar, é recomendado que não entre na água para fazer o salvamento, porque além da vítima estar bastante agitada e poder afundá-lo na hora do resgate, pode aumentar o número de afogados. O indicado é utilizar pedaços de pau, varas, um tambor ou objeto que possa boiar, cordas e também amarrar peças de roupas e fazer uma “teresa”.

Caso conclua o salvamento, deve-se verificar se existe frequência cardíaca na vítima. Se não houver, começar a massagem cardíaca com 100 compressões por minuto. Se ela estiver respirando e ainda assim desacordada, o ideal é esperar a chegada do profissional para fazer o diagnóstico do que ocorreu.

Não se deve, ainda, entrar na água após a ingestão de bebidas alcoólicas – o álcool faz perder a noção de perigo, alerta o Corpo de Bombeiros. Também não é aconselhável nadar após ingerir grande quantidade de alimentos demais porque há risco de congestão.

As pessoas também precisam se manter afastadas de costeiras e pedras e, caso sintam-se em perigo, não devem entrar em pânico e sim tentar boiar e pedir ajuda.

No caso das crianças, os cuidados são redobrados. Elas nunca devem estar na água desacompanhadas de adultos, ainda que seja em piscinas infláveis. As boias infláveis são recomendadas apenas para piscinas; em áreas abertas como mar e represas, elas não devem ser usadas.

Já sobre o perfil das vítimas, a maioria é formada por homens entre 20 e 40 anos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, grande parte dos casos poderia ser evitada se os banhistas tivessem a responsabilidade de respeitar as condições dos locais, já que em praticamente todos os pontos onde os afogamentos são registrados há placas que proíbem a entrada na água.

AFOGAMOS NO ALTO TIETÊ
2017 2018
Biritiba 3 0
Ferraz 1 1
Guararema 1 1
Itaquaquecetuba 2 7
Mogi 17 16
Poá 0 0
Salesópolis 4 0
Suzano 4 11
Total 32 36
Fonte: Corpo de Bombeiros

Locais com maiores incidências de afogamento

Guararema:

Rio Paraíba e Cachoeira do Putim

Itaquaquecetuba:

Parque Ecológico, Lagoa Mascarenhas, Lagoa Migue Badra, Rio Tietê

Mogi das Cruzes:

Represas Jundiaí (Taiaçupeba) e Taiaçupeba (Jundiapeba/Estrada das Varinhas), Rio Tietê e lagoas

Salesópolis:

Represas de Ponte Nova e Paraitinga

Suzano:

Lagoa do Parque Maria Helena, Lagoa Azul, Lagoa Vila Vilela, Lago do Raposo, Represa de Taiaçupeba (próximo da Sabesp)

Biritiba Mirim:

Represa de Biritiba e Rio Tietê