EDITORIAL

Mogi mais acessível

Foram anos de espera pela melhoria das condições de acessibilidade ao prédio da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Mogi das Cruzes. Nos próximos meses, a Prefeitura promete executar um plano de acessibilidade que prevê a entrega de 300 rampas, que serão somadas às 60 instaladas recentemente.

A ampliação da acessibilidade em vias públicas será executada no período de um ano. Algumas ruas receberão mais de uma estrutura. Apenas para se comparar o tamanho o desafio lançado ao poder público municipal, é válido saber que Mogi das Cruzes possui uma malha viária formada por 272 avenidas e 2.768 ruas, em uma extensão de 1.322,12 quilômetros, segundo dados oficiais.

É recente o processo de adaptação das cidades brasileiras ao pleno atendimento a quem tem alguma restrição motora ou sensorial. Apenas em algumas regiões de capitais ou cidades de menor extensão territorial, a adoção do conceito começa a produzir resultados pouco mais consistentes. Porém, mesmo nesses locais, a velocidade dos investimentos é lenta para reverter o que levou séculos a ser tratado no desenhos arquitetônico de prédios e rotas públicas. A inclusão social da pessoa com deficiência (saúde, educação, trabalho e mobilidade urbana) está apenas começando.

Algumas pesquisas indicam que nem a metade dos prédios de prefeituras brasileiras oferece a plena acessibilidade.

Por isso, qualquer coisa que se faça, como estabelecer um programa, reservar R$ 1 milhão para as rampas e outros equipamentos de segurança no trânsito, é passo importante.

A Secretaria Municipal de Transportes promete buscar a consultoria de lideranças e entidades ligadas à causa da pessoa com deficiência para definir os pontos que receberão as rampas.

A escuta a quem mais entende sobre os riscos e desconfortos gerados pela falta de acessibilidade será um diferencial positivo na execução desse plano de expansão de rampas em ruas. O cadeirante conhece os trechos mais difíceis e perigosos nas ruas da cidade.

Quase um quarto da população brasileira possui alguma deficiência física, que exige não apenas rampas, mas também os sinais sonoros e o piso tátil. O aumento da expectativa de vida dos brasileiros criará, no futuro próximo, uma parcela ainda maior de pessoas que viverá mais e melhor em cidades acessíveis e inteligentes.

Com equipamentos específicos para essa população (AACD, Apae, Emesp, Ginásio Municipal de Paradesporto) e os projetos anunciados pelo prefeito Marcus Melo, um segundo ginásio de esportes e uma clínica de saúde, no Rodeio, Mogi poderá se distanciar da maioria absoluta das cidades brasileiras no atendimento a essa demanda.

O Diário

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