MORTALIDADE INFANTIL

Mogi-Mater tem menor índice de mortes

Mogi-Mater registrou taxa de 6,47/1.000 nascidos vivos durante o ano passado
Mogi-Mater registrou taxa de 6,47/1.000 nascidos vivos durante o ano passado

Taxa foi inferior à considerada como teto para a cidade

O índice de mortalidade infantil no Hospital e Maternidade Mogi-Mater foi de 6,47/1.000 nascidos vivos em 2018 – muito inferior à taxa de 10/1.000 nascidos vivos, considerada como teto para Mogi das Cruzes. De janeiro a dezembro do ano passado nasceram na unidade 2.625 bebês. Os óbitos, no período, somaram 17. Os dados levam em conta o número de mortalidade de crianças com menos de um ano de vida, como determina o Ministério da Saúde para a realização desse tipo de cálculo e são quase dois pontos menores do que em 2017. Foram 8,47/1.000 nascidos vivos no mesmo período. Segundo o médico Alexandre Netto, coordenador da UTI Neonatal do Mogi-Mater, única maternidade particular da Cidade, esse índice do hospital vem diminuindo a cada ano em decorrência das melhorias feitas pela unidade.

“A gente precisa lembrar que o nosso hospital conta com uma UTI Neonatal e outra Pediátrica, onde também podem acontecer casos de óbitos de crianças com menos de um ano de idade e que atendemos pacientes de toda a Região do Alto Tietê e São Paulo, não só de Mogi das Cruzes. A Secretaria MuniciLEVANTAMENTO Mogi-Mater registrou taxa de 6,47/1.000 nascidos vivos durante o ano passado pal de Saúde costuma publicar dados referentes apenas aos residentes da Cidade mas, para nós, o que importa é a diminuição do índice geral de nosso hospital, independentemente da origem de nossos pacientes, porque é assim que analisamos o resultado dos investimentos em qualidade e segurança”, explicou o médico, salientando que o percentual de 2018 é o mais baixo da história do Mogi-Mater e que os casos de óbitos, em sua maioria, são de prematuros extremos, às vezes com menos de seis meses de gestação.

O bom resultado derivase de medidas que vêm sendo tomadas nos últimos anos, tais como a reforma tanto da UTI Neo como da Pediátrica, com equipamentos mais modernos como o ventilador de alta frequência, que serve para o resgate de crianças com pulmões em situação crítica e o torpedo de óxido nítrico, usado em situações graves, como a hipertensão pulmonar. Esses equipamentos fazem a diferença porque são capazes de auxiliar bebês em situações de grande risco.

“Também trocamos toda a equipe na Neo em 2018 e implantamos protocolos eficazes. Outra melhoria foi a implantação de uma equipe especializada em gravidez de alto risco que acompanha as gestantes nessas condições, diariamente”, destacou Netto.