PIONEIRISMO

Mogi recebe 1ª Exposição Nacional de Micro-orquídeas e Orquídeas neste final de semana

PESQUISA Kaysima diz que a beleza da micro-orquídea desperta a atenção do mercado de flores. (Foto: arquivo)

Amanhã e domingo, Mogi das Cruzes sedia a 1ª Exposição Nacional de Micro-Orquídeas e Orquídeas.. Principal nome da produção brasileira da espécie, com cerca de 5 milhões de vasos por ano, a cidade tem outra ligação com o assunto: mora na zona rural mogiana o pesquisador Masuji Kayasima, um dos pioneiros brasileiros a estudar e classificar as plantas minúsculas que são uma exclusividade da Mata Atlântica. No esteio do fenômeno de vendas e do crescimento do interesse pela orquídea, as micro-orquídeas ganham espaço entre colecionadores e compradores, como o especialista revela. “Elas são uma sensação”, resume, animado com o recebimento de visitantes de outras regiões paulistas e estados nas dependências do Pro-Hiper, o antigo CIP, no bairro do Mogilar.

Além de um concurso e da troca de conhecimentos entre colecionadores e produtores, o evento destaca-se pela grade de palestras sobre espécies como outra queridinha do momento, a suculenta, e plantas ornamentais.

Mogi das Cruzes segue como referência no plantio, pesquisa e venda de orquídeas e recebe compradores de vários estados. No campo da pesquisa, Kaysima foi reconhecido ao se tornar o consultor do Parque Estadual da Serra do Mar no acompanhamento da minústula espécie. Tanto que quando grandes árvores caem, os vigilantes da reserva estadual da Mata Atlãntica o chamam para as operações de salvamento das orquídeas.

Estima-se que na Mata Atlântica cresçam cerca de 1,2 mil espécies, uma boa parte delas classificadas por ele. “Elas florescem o ano inteiro e, pelo tamanho, quando são atacadas por alguma doença, não conseguimos salvá-las”, conta. O pesquisador corre contra o tempo: a fauna e flora da Mata Atlântica são ameaçadas de extinção. Menores do que a cabeça de um alfinete, a micro-orquídea, pela falta de pequisa e conhecimento sobre ela, corre ainda mais riscos de desaparecer sem sequer terem sido identificadas.

Ele se interessou por esse universo em 1975. Desde então, cedeu inclusive o nome para o batismo de espécies descobertas na Mata Atlântica.

Já as orquídeas, de tamanho normal, seguem em alta na preferência do mercado por uma de suas características: a longevidade. A popular orquídea borboleta ou mariposa, ou seja, a asiática Phaenopsis, pode permanecer até três meses aberta.

Durante a 1ª Exposição Nacional de Mircro-Orquídeas e Orquídeas, o público terá acesso às palestras gratuitas com 60 vagas cada uma, e inscrição no horário do evento. Entre os temas estão: amanhã, às 10 horas, “Como fotografar micro-orquídeas”, ministrada por Eliza Carneiro; às 11 horas, Flavio Fernandes, da Belo Jardim, falará sobre “Cactos e suculentas”, e Roberto Martins, às 14 horas, aborda o tema “Os 5 segredos para o sucesso no cultivo de micro-orquídeas”.

Domingo, às 10 horas, Masuji Kayasima falará sobre “Diferentes maneiras de cultivo de micro-orquídeas”.

Um concurso dará prêmio às orquídeas e mircro-orquídeas mais belas. O evento acontecerá das 8 às 18 horas.

O festival é uma realização da Secretaria Municipal de Agricultura e a Associação dos Empresários de Turismo Rural de Mogi das Cruzes (Asdetur).


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