COMÉRCIO

Mogi registra queda na inadimplência de 2018 para 2019

Dados do scpc apontam redução de 8% no número de devedores e de 6% na dívida; saldo atual é de R$ 13,7 milhões. (Foto: Arquivo)
Dados do scpc apontam redução de 8% no número de devedores e de 6% na dívida; saldo atual é de R$ 13,7 milhões. (Foto: Arquivo)

Balanço divulgado ontem pela Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) mostra que o comércio mogiano registrou queda na inadimplência em 2018. Ao longo do último ano houve redução de 6% no saldo da dívida em aberto nos estabelecimentos da Cidade, na comparação com o exercício de 2017.

O comércio de Mogi encerrou 2018 com saldo de R$ 13,7 milhões de inadimplência. Em 2017, as dívidas dos consumidores inadimplentes somavam R$ 14,6 milhões, de acordo com os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Atualmente, 15.372 consumidores estão inadimplentes em Mogi das Cruzes, sendo 65% deles do sexo masculino e, 35%, do feminino. Os registros de débitos somam 19.835, dos quais 70% possuem valores de até R$ 500,00.

Os consumidores nas faixas etárias de 26 a 40 anos e de 41 a 60 anos compõem o grupo dos principais devedores, com 43% e 34% do total de registros no SCPC. Os clientes de 18 a 25 representam 15% dos inadimplentes e os idosos correspondem a menor parcela, com 8% do total.

Ainda de acordo com as estatísticas do SCPC, o total de exclusões no exercício passado foi de 5.399, enquanto em 2017 elas somaram 4.950.

“Tivemos um aumento de 4,9% nas inclusões e um acréscimo de 9% nas exclusões. Ou seja, o número de pessoas que quitaram suas dívidas e retomaram a condição de crédito superou o daqueles que entraram para o cadastro de devedores. A balança foi mais positiva em 2018”, avalia Silvio de Moraes, vice-presidente da ACMC e diretor do SCPC.

Segundo ele, fatores como a melhora da economia, a redução nos índices de desemprego e a liberação do saldo do PIS favoreceram a diminuição da inadimplência em 2018 e permitiram um pequeno aquecimento do consumo. “É positivo o fato das vendas terem aumentado e, ainda assim, a inadimplência ter sido menor”, ressalta o dirigente.

Também favoreceram a queda na inadimplência as ações de incentivo para que os consumidores regularizem suas dívidas e retomem as condições de efetuar compras a prazo. A ACMC mantém um Balcão de Informações do SCPC, que funciona diariamente e onde é possível verificar as restrições para, na sequência, negociar as dívidas com os credores.

“Há expectativa de um volume maior de regularização de crédito também neste início de ano, em razão do saldo positivo em 2018 de trabalhadores empregados, conforme os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para a Região”, conclui o diretor do SCPC.

Em 2018, 5.071 débitos também foram excluídos dos registros do SCPC em conformidade com a legislação, que estabelece um prazo máximo de cinco anos de restrição no banco de dados.