PREVENÇÃO

Mogi Shopping completa 50 dias aberto

PANDEMIA Adequado às atuais regras de funcionamento parcial por seis horas diárias, o Mogi Shopping atende volume limitado de pessoas. (Foto: divulgação)
PANDEMIA Adequado às atuais regras de funcionamento parcial por seis horas diárias, o Mogi Shopping atende volume limitado de pessoas. (Foto: divulgação)

O Mogi Shopping é o destino escolhido pela aposentada Cira Domingues Ozaki, de 76 anos, para o principal passeio, depois do isolamento, que começou em março. Durante esse período, a moradora de Mogi das Cruzes contou com a ajuda dos filhos e netos para fazer as compras necessárias e, agora, diante da possibilidade de sair de casa para um ambiente confortável e seguro, conta com o apoio da família para viver essa experiência de visitar o shopping, depois de tantos meses.

Cliente assídua do empreendimento, ela conta que a readaptação completa será gradativa, mas no momento é preciso ter cautela para preservar a saúde.

“Vou ao shopping neste fim de semana acompanhar a minha neta. Estive lá essa semana com uma amiga para fazer compras e tomar um cappuccino, que estávamos morrendo de saudade. Durante o isolamento contei com o suporte da família e mesmo agora não dá para se descuidar. O shopping é um ambiente muito agradável e confiei no que vi de perto. Não tem aglomeração, o pessoal segue à risca os cuidados, e retomar esses pequenos hábitos faz muito bem para a mente.”

Para que a experiência da cliente fosse ideal, a gerente da Usaflex, Miriam Matos, explica que o protocolo de higiene do segmento é cumprido com atenção. “A loja é uma extensão dos corredores e aqui o cliente tem todo suporte durante a sua permanência. Limitação de pessoas, disponibilidade de álcool em gel, meia de segurança descartável para prova dos sapatos e, quando o cliente senta no sofá, a gente higieniza depois com detergente e água. O balcão é limpo a cada cliente e a marca cede máscaras e uniformes para os colaboradores.”

A necessidade de compra dos clientes, como a da aposentada, tem apresentado resultado direto no volume de vendas do empreendimento que, nos primeiros 50 dias de operação, após a reabertura, cresceu 20%, segundo a administração.

Entre os itens mais procurados pelos clientes estão: telefonia e acessórios, alimentação e calçados e, como de costume, os clientes aproveitam para fazer uma refeição.

Desde que Mogi das Cruzes avançou para a fase amarela do Plano São Paulo e foi possível liberar parcialmente os assentos da praça de alimentação, o empresário João Nóbrega contabiliza crescimento de vendas de até 50% no Montana Grill (serviço delivery e pedidos diretos no balcão).

“Foi muito gratificante poder retomar o contato com nossos clientes. A refeição enviada por delivery pode até conservar o sabor, mas o clima agradável jamais poderá ser substituído”, comemora.

“Trabalhamos para criar ambiente seguro”

MOMENTO André Agostinho diz que todos estão dando “quota de sacrifício”. (Foto: divulgação – Henrique Lessa)

Administradora do Mogi Shopping há cinco anos, a HBR Realty trabalhou para que o centro de compras estivesse preparado quando todas as lojas retomarem normalmente suas atividades. Nesse momento, com o shopping adequado às regras de funcionamento parcial (6 horas por dia) e volume de pessoas limitado devido às restrições em tempos de pandemia, o diretor da HBR Realty, André Agostinho, lembra que “foram adotadas as medidas possíveis para um momento, em que todos estão dando a sua quota de sacrifício”.

Qual a avaliação da HBR Realty sobre os primeiros 50 dias de reabertura do Mogi Shopping?

Mesmo com todas as limitações que vivemos neste momento, acreditamos que o Mogi Shopping está cumprindo bem o seu papel, como referência de compras e serviços da cidade, com o cuidado e atenção necessários. Trabalhamos para criar um ambiente em que as pessoas se sintam seguras e possam, pontualmente, fazer suas compras e outras atividades, que muitas delas deixaram de lado durante os primeiros três meses da pandemia.

Quais as medidas adotadas pelo Shopping para essa retomada gradual de atividades?

Em um primeiro momento, buscamos criar condições para que todos os lojistas, que são nossos parceiros, pudessem se organizar para manter seus negócios e os empregos de seus funcionários. Foi um período difícil, em que adotamos uma série de medidas, como baixar os aluguéis e reduzir os custos, e com isso também tornar menores as despesas compartilhadas em condomínio. Nem todos saem satisfeitos, mas eram as medidas possíveis para um momento, em que todos estão dando a sua quota de sacrifício. Mantivemos esse canal sempre aberto. Em seguida, equipamos o shopping e treinamos todo o nosso pessoal para trabalhar com atenção dobrada em relação aos cuidados, medidas de controle de pessoas, de temperatura, limpeza, fiscalização sobre o uso de máscaras e para se evitar aglomerações no interior do shopping.

E qual a previsão da HBR Realty para a evolução das atividades do shopping?

Dependemos muito do controle dos casos de Covid-19 para gradativamente ampliar nossas atividades, e retomar o lazer, como o cinema. Torcemos para que, em breve, haja uma vacina que venha a nos proteger dessa doença, mas enquanto isso não acontece, é fundamental o cuidado de cada um com a proteção à sua saúde, porque isso reflete na saúde das outras pessoas. Entendemos que esse é um momento para que todos nós saibamos agir com cautela, com serenidade e com responsabilidade.


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