BALANÇO

Mogi tem o semestre menos violento no trânsito em três anos, aponta Infosiga

REGISTRO Um dos acidentes mais trágicos deste ano aconteceu na estrada do Nagao, no bairro Cocuera. (Foto: arquivo)
REGISTRO Um dos acidentes mais trágicos deste ano aconteceu na estrada do Nagao, no bairro Cocuera. (Foto: arquivo)

Com a maior frota de veículos do Alto Tietê, Mogi das Cruzes figura como a cidade com o trânsito mais violento na região. No entanto, com a redução de circulação de pessoas durante a pandemia de Covid-19, o município teve no primeiro semestre de 2020 o menor número de mortes nas vias, municipais, estaduais e federais, dos últimos três anos. Nos anos de 2018 e 2019, 34 pessoas morreram nesses locais, enquanto entre janeiro e junho deste ano foram 31. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga).

Desde o início da divulgação dos dados pelo Infosiga, a cidade apresentou uma instabilidade na avaliação do primeiro semestre. A série histórica começa em 2015 com 41 mortes no período, avança em 2016 para 43, no ano seguinte, cai quase que pela metade e fica em 24, se mantém em 34 nos dois anos seguintes, para então chegar a 31.

O índice revela que mais homens morreram em acidentes de trânsito do que as mulheres. O percentual ficou em 83,8 para vítimas do sexo masculino e 16,2 para o feminino. A faixa etária com o maior número de óbitos é de 18 a 24 anos, na qual estavam oito vítimas. A segunda foi a de 40 a 44 anos, com seis, e de 25 a 29, com quatro.

Das 31 vítimas, 24 óbitos ocorreram no mesmo dia, três em até sete dias, dois em até 30 dias e o mesmo número em mais de 30 dias. Em 58% a vítima era quem conduzia o veículo, em 29% a pessoa que morreu estava de carona e 13% eram pedestres.

Já em relação aos acidentes, 13 vítimas estavam em motocicletas, nove em automóveis, quatro bicicletas e em um não foi informado, além de quatro serem pedestres. Os acidentes foram 16 colisões, cinco atropelamentos, cinco choques e em outros cinco casos não houve informação sobre o que ocorreu. Só a partir de 2019, o Infosiga passou a acompanhar o número de acidentes com vítimas não fatais. Neste indicador, a cidade diminuiu em 25,4% o total de registros, de 793 para 591 na comparação com o primeiro semestre de 2019. A maior parte dos acidentes ocorreu entre as noites de sexta e sábado.

Alto Tietê

No Alto Tietê houve redução de mortes no trânsito no primeiro semestre, inclusive foi o menor número para o período em seis anos. Em 2015 fechou com 104 e apresentou queda em 2016 para 104, 2017 para 96, 2018 para 91, voltou a subir para 96 em 2019 e neste ano fechou com 80.

Em junho, o total de 13 mortes foi menor do que as 17 óbitos do ano passado, sendo uma em Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Itaquaquecetuba, duas em Suzano e sete em Mogi das Cruzes.

Em nota, a Secretaria de Transportes de Mogi informou que lamenta a perda de vidas, considera os números elevados e lembra a importância do respeito à legislação e à sinalização de trânsito, principalmente no que se refere aos limites de velocidade e não ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir. Ressaltou ainda que, mesmo durante a pandemia, manteve intervenções voltadas à segurança viária, bem como a fiscalização.


Deixe seu comentário