MEIO AMBIENTE

Mogi terá 50 mil novas árvores até 2020

Plantio foi feito com mudas de árvores nativas da região. (foto: Divulgação)
Plantio foi feito com mudas de árvores nativas da região. (foto: Divulgação)

Recém-premiada com a certificação do Programa Município Verde Azul, que avalia questões relacionadas à sustentabilidade e educação ambiental, Mogi das Cruzes tem tomado medidas ecológicas no que diz respeito à poluição do ar e ao desmatamento. Segundo a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, que conta com um moderno equipamento que auxilia na análise de troncos, nos últimos dois anos, cerca de 25 mil árvores foram plantadas na cidade, número que deve chegar à 50 mil em 2020.

Uma dessas medidas consiste nos cálculos da “Pegada de Carbono” (“Carbon Footprint”) da administração pública. O índice mensura a quantidade de gases de efeito estufa emitidos em decorrência de atividades diárias, a partir da contabilidade de todos os deslocamentos dos veículos oficiais entre outubro do ano passado a fevereiro deste ano.

O estudo apontou 67 toneladas de dióxido de carbono emitido a partir de 3.956 quilômetros rodados com os veículos da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e permite traçar um plano para a neutralizar a situação. O secretário da Pasta, Daniel Teixeira de Lima, explica que a partir desses resultados foi feito “um cálculo matemático que determina o volume de gases emitidos. A expectativa dele é “ampliar esse cálculo para toda prefeitura nas futuras compensações”.

As compensações referidas por Daniel consistem na extensão da cobertura verde da cidade. Neste sentido, a comunicação da Prefeitura afirma que o viveiro de mudas existente no Parque Leon Feffer é uma das principais ações, já que “lá os cidadãos podem retirar mudas para plantio, com orientação técnica sobre as melhores espécies para cada região, além de dicas para plantio e manutenção”.

No dia 18 de março, 23 novas árvores – sendo três grumixamas, três aldragos e 17 Ipês brancos, todas espécies nativas da Mata Atlântica – foram plantadas no estacionamento deste mesmo parque, o que já foi considerado como parte dos esforços para diminuir o efeito estufa.

Outra novidade em relação às árvores da cidade é a presença de um equipamento chamado penetrógrafo, que faz a análise interna dos troncos, medindo o estado fitossanitário, ou seja, a resistência do tecido do interior das árvores de forma minimamente invasiva. O item elimina a necessidade de escavação para observar o estado de conservação de cada espécie e já tem sido usado na avaliação de plantas que precisam ser removidas.

Vale lembrar que além destas, outras ações ambientais têm sido executadas na cidade, como a expansão do tratamento de esgoto (hoje Mogi coleta 95% e trata 61%), o programa Recicla+Mogi (que avançou de 0,5% em 2013 para 5% em 2018 e deve chegar até 20% em 2020) e o reconhecimento da Serra do Itapeti como Área de Proteção Ambiental (APA).

Verde Azul

O Programa Município Verde Azul foi lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, com o objetivo de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental. Dessa forma, a iniciativa estimula e auxilia as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado. Para a avaliação, dez diretivas são analisadas: esgoto tratado, gestão das águas, resíduos sólidos, cidade sustentável, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, qualidade do ar, estrutura ambiental e conselho ambiental. Mais informações estão disponíveis em verdeazuldigital.sp.gov.br.