OPERAÇÃO

Mogi terá Central de Flagrantes

Atendimento continuará 24 horas, porém os delegados permanecerão apenas no distrito Central para dar início aos flagrantes. (Foto: Arquivo)
Atendimento continuará 24 horas, porém os delegados permanecerão apenas no distrito Central para dar início aos flagrantes. (Foto: Arquivo)

Está previsto para a próxima segunda-feira, o início do novo sistema de atendimento ao público denominado pelo delegado seccional Jair Barbosa Ortiz como “Central de Flagrantes”, nome semelhante às unidades em funcionamento desde 2011 na esfera do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), dotadas de espaço físico, efetivo e estrutura. Planejando acertar na medida, o chefe da Polícia Civil na Região do Alto Tietê explicou que a iniciativa passará a operar no Distrito Central, ocupando o mesmo prédio onde há anos funciona o plantão desta unidade, no Parque Monte Líbano.

“A modificação é necessária para dar maior celeridade à elaboração de autos de prisão em flagrante apresentados pela Polícia Militar e a Guarda Municipal”, afirma o delegado seccional, ressaltando que o público poderá contar com a elaboração do registro de boletim de ocorrência de forma mais rápida.

“A população não pode ficar horas aguardando para dar uma queixa como tem acontecido. Vai mudar. Isso não tem cabimento”, disse. Para colocar em prática a “Central de Flagrantes” de Mogi, o seccional Ortiz pediu ao delegado Argentino da Silva Coqueiro, titular do Distrito Central, a elaboração de escalas de delegados, escrivães e investigadores. A forma de recepção na Delegacia deverá ser diferente, pois cada equipe escalada contará com uma autoridade, dois escrivães e dois policiais operacionais. O atendimento continuará sendo prestado durante 24 horas,
porém os delegados permanecerão somente no Distrito Central para dar início aos flagrantes, enquanto hoje se dividem entre as delegacias Central e a de Braz Cubas (2º Distrito Policial).

Para levar adiante o seu plano, o qual diz que pode ser alterado sempre quando surgirem novos avanços, foi necessária a remoção de outros policiais como reforço. A ideia é que um delegado passe a fazer um auto de prisão em flagrante com parte da equipe e, simultaneamente, outro policial comece a registrar as ocorrências da comunidade.

Na atualidade, o público é preterido, pois se um bandido é apresentado, a equipe não tem policiais suficientes para seguir registrando os boletins de ocorrências. “Como os delegados ficarão numa só Delegacia está claro que o trabalho de Polícia Judiciária ficará mais rápido até na elaboração do segundo flagrante”, disse o seccional.

Ele entende que os serviços de atendimento à Polícia Militar, Guarda Municipal e à população têm que ser fiscalizados pelo delegado titular de cada unidade, não apenas em Mogi como em todos os municípios da Região. “Se tivermos um caso de mal atendimento em um plantão, não é só o policial que será responsabilizado administrativamente, o titular também, pois cabe a ele fiscalizar, olhar o que está acontecendo”, diz Ortiz.

Há 26 anos na Polícia Civil, ele ressalta que “trabalhei muito em plantões e conheço como funciona o sistema”. Em agosto do ano passado, ele deixou de atuar no Deic (Departamento Estadual de Investigações contra o Crime Organizado) para assumir o cargo de seccional em Mogi das Cruzes.

Situação
O prédio do plantão do Distrito Central será um dos problemas enfrentados pelos policiais civis. Por enquanto,existe uma cela destinada à permanência dos presos enquanto esperam a conclusão dos flagrantes. Um dos banheiros da unidade vai virar uma cela improvisada, aguarda-se apenas a instalação de grades na porta e no
vitrô.

Existe um projeto em andamento que depende de autorização do Governo do Estado e de recursos da iniciativa privada para construção de quatro celas estreitas anexas à Delegacia no espaço hoje ocupado por motos e demais produtos apreendidos pela Polícia. A legislação penal determina que homens e mulheres detidos, assim como menores infratores (masculino e feminino), são obrigados a ficar em celas separadas.

Na última sexta-feira, as quatro prisões em flagrante que chegaram ao Distrito Central tiveram que ser distribuídas também ao 2º Distrito Policial, considerando a falta de estrutura. Foi necessário mobilizar até os delegados assistentes para desenvolver as ações de Polícia Judiciária e liberar mais rapidamente a Polícia Militar.

O seccional garante que não fechará o 2º Distrito Policial para atendimento ao público. Nesta Delegacia permanecem o titular e seu assistente, além de policiais, os quais dia e noite estarão à disposição para o registro de ocorrências. Os criminosos também poderão ser autuados em flagrante no 3º Distrito, em César de Souza, e no 4º DP, em Jundiapeba, que continuarão abertos durante o dia, de segunda a sexta, registrando as queixas criminais.