MEIO AMBIENTE

Mogi terá Plano da Mata Atlântica

A Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA) será lançado no próximo dia 20. Esse documento é um instrumento de planejamento e gestão que o município deve adotar para promover o desenvolvimento com sustentabilidade. O evento será realizado no Núcleo de Educação Ambiental Ilha Marabá, a partir das 9 horas, em reunião do Conselho Mogiano de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Comoma). No dia do lançamento será aberta a exposição “Biodiversidade da Mata Atlântica”, no mesmo local, com a apresentação de espécies coletadas pelo Curso de Biologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), parceira do projeto.

O Plano da Mata Atlântica foi desenvolvido pela Prefeitura Municipal por meio de um convênio com a UMC, que cedeu pesquisadores, imagens de satélite e informações para desenvolvimento do estudo, em conjunto com equipe técnica da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Entre os desafios está a preservação dos recursos naturais durante o processo de ocupação urbana, principalmente dos territórios ainda sem construções, em bairros vizinhos de áreas verdes como a Serra do Itapeti, que integra a floresta da Mata Atlântica brasileira. A grande incógnita solucionar a seguinte questão: como garantir a preservação de áreas que conectam a região do Itapeti e da Serra do Mar para possibilitar o trânsito de animais silvestres e proteger a fauna e a flora, em meio à cidade em processo intenso de urbanização. Esse plano vem responder essa demanda.

“Mogi das Cruzes tem o seu território 100% dentro de área de Mata Atlântica e o processo de elaboração do estudo seguiu o mesmo roteiro apontado pelos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica proposto pelo Ministério do Meio Ambiente”, segundo explica o secretário do Verde e Meio Ambiente, Daniel de Lima.

Ele afirmou ainda que “este foi um importante trabalho executado por meio dessa parceria entre a UMC e a Prefeitura. É um importante instrumento de planejamento urbano, e a Administração agradece o apoio imprescindível da universidade, que cedeu informações, dados e sobretudo seus pesquisadores para desenvolver o trabalho”.

O documento servirá de orientação para as ações públicas e privadas, a atuação de entidades acadêmicas e de pesquisa e para as organizações da sociedade, com vistas à conservação dos remanescentes de vegetação nativa e da biodiversidade existentes na Mata Atlântica, bem como a recuperação de áreas que foram degradadas dentro do território mogiano.

O diretor da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e coordenador geral do projeto, André Miragaia, ressalta a importância do plano como proposta de planejamento urbano: “Os estudos já serviram de base para a inclusão da proposta do Corredor Ecológico no Plano Diretor de Mogi, acredito que seja a primeira vez que um município insere no seu Plano Diretor uma proposta tão avançada de proteção ambiental”, comenta.


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