SAÚDE

Mogi, terra natal de 7,79 mil bebês em 2019

CRIANÇAS Muitos bebês que nasceram em Mogi das Cruzes durante o ano de 2019 foram registrados em outras cidades do Alto Tietê (Foto: Arquivo)

Entre eles, muitas Maria Eduarda, Maria Júlia, Ana Clara, Davi Lucca, Enzo Gabriel e Pedro Henrique

Divididos entre a Santa Casa de Misericórdia e o Mogi Mater, os partos realizados em 2019 foram responsáveis pelo nascimento de 7.795 crianças em Mogi das Cruzes. O número é maior que o de recém-nascidos registrados na cidade nesse mesmo ano, quando 3.263 meninas e 3.339 meninos foram oficializados, atingindo-se um total de 6.602 novos cadastros.

Entre os mais de 6 mil registros, Maria Eduarda foi o nome feminino preferido pelos mogianos, com 34 escolhas. Entre os garotos, Davi Lucca foi escolhido 40 vezes, ficando em primeiro lugar na lista.

Maria Julia e Ana Clara, com 31; Lorena, com 29 e Maria Clara, com 28 registros, vêm na sequência entre os preferidos pelos pais e mães de meninas. Entre os meninos, Enzo Gabriel, com 37 escolhas, ficou em segundo lugar, seguido por Pedro Henrique, com 36; Arthur, com 24 e João Pedro, com 21.

Do total de partos realizados em 2019 na cidade, 2.724 aconteceram no Mogi Mater, onde nesses primeiros dias do ano de 2020, mais de 170 crianças já nasceram. Na Santa Casa, somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram 5.071 nascimentos, número curiosamente igual ao de 2018. Por lá, muitas gestantes são originárias de outras cidades, um dos motivos que têm deixado a unidade superlotada.

No dia 8 deste mês, o hospital decidiu pela paralisação nos atendimentos, por superlotação. O problema maior não é a falta de espaço para acomodar as parturientes, já que isso poderia ser resolvido utilizando leitos de outros setores, o que já está sendo feito.

A questão mais crítica diz respeito às gestantes de risco, que precisam ter a garantia de um leito na UTI Neonatal para os bebês, muitas vezes, por tempo prolongado além do normal.

Até sexta, 55 gestantes estavam na maternidade, entre mulheres que já ganharam ou ganhariam bebês e as que estão em tratamento. Nesse setor, a capacidade normal é de 38 leitos. Já os bebês internados eram 26, sendo que deste total 14 estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A capacidade regular é de 25 leitos, sendo 10 de UTI e os outros 15 de cuidados intermediários.

CRIANÇAS Muitos bebês que nasceram em Mogi das Cruzes durante o ano de 2019 foram registrados em outras cidades do Alto Tietê (Foto: Arquivo)

Nova maternidade ajudará Santa Casa

Orçada em R$ 35,1 milhões, a nova Maternidade Municipal poderá ser a solução para a superlotação da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes. O espaço começou a ser construído em novembro do ano passado e tem prazo de 36 meses para ficar pronto. O prédio de sete pavimentos e 8 mil metros quadrados promete atender toda a demanda da cidade, com instalações modernas e humanizadas.

No segundo andar do imóvel que está em construção estarão seis leitos destinados ao pré-parto, parto e puerpério, onde a mulher poderá dar à luz de maneira humanizada. Além disso, no mesmo pavimento estará a ala de partos cirúrgicos.

O 3º andar será utilizado em caso de complicações, tanto para os bebês quanto para as mães. Neste tipo de situação, é para lá que eles serão encaminhados, onde serão socorridos nas UTIs Neonatal e Adulto. São dez leitos em cada uma delas, sendo que a infantil conta ainda com duas salas de isolamento, que são destinadas às crianças que nascem prematuras e apresentam algum problema grave de saúde, como uma forte infecção.

O 4º e 5º andar vão abrigar os alojamentos conjuntos, onde as mães poderão ficar com os bebês no leito. Ao todo, são 58 vagas, divididas igualmente entre os dois pavimentos. Os quartos serão equipados com banheiros e espaço destinado aos cuidados com os recém-nascidos.

No térreo do prédio, funcionará a segunda unidade do Mãe Mogiana – a primeira funciona atualmente ao lado da Santa Casa, no centro. Por lá, as mães farão o pré-natal, a partir da 26ª semana de gestação e o mesmo vai acontecer no espaço da futura maternidade.

Ter esse acompanhamento no mesmo espaço em que as mulheres terão os filhos é importante para que elas já comecem a ter contato e sejam acolhidas por médicos que as atenderão nas outras alas do hospital. Ainda na área central deste andar estará o Pronto Atendimento, destinado às grávidas que chegarem prontas para darem à luz. E do lado direito ficará o apoio de logística, com vestiários e entrada para fornecedores. (L.R.)

ALEGRIA Taciana e Edward curtem a chegada do terceiro filho, Lucca, que nasceu, em agosto passado, no Mogi Mater (Foto: Divulgação)

Lucca da Paz, o novo xodó da família Mancio

No dia 20 de agosto de 2019, nascia o mogiano Lucca da Paz Mancio por meio de uma cesariana. Filho de Taciana e Edward Mancio, ele foi um dos 2.724 bebês que nasceram no Mogi Mater no ano passado. O nome do pequeno não aparece entre os mais registrados na cidade no ano de seu nascimento, diferente de Davi Lucca, que foi o mais escolhido de 2019. Aos cinco meses, Lucca é o caçula da família e tem como irmãos Tábata, de 15 anos, e Iago, de 7.

“A escolha do nome dele foi a mais difícil entre os três, porque eu e meu marido não entrávamos em um acordo. Então, nós combinamos que se fosse menino, eu escolheria e, se fosse menina, ele decidiria. Ele não tinha gostado muito de Lucca, mas hoje gosta. A gente também sempre tentou registrar os nomes da maneira mais fácil de escrever, mas, mesmo assim, as pessoas erram. Por isso, colocamos o dele com dois ‘Cs’”, conta Taciana.

O casal não pensava em ter outros filhos no momento e Lucca veio “no susto, mas um susto bom”, como diz a própria mãe. A gravidez dessa vez foi diferente. Ela não tinha desejos por comida, assim como aconteceu em outras duas oportunidades anteriores. Desta vez, ela sofreu com azia e queimação durante os nove meses de gestação.

“Eu comia muito pouco, porque passava mal. Nós achávamos que ele nasceria pequeno e foi o mais gordinho dos três, com 4,060 kg. Ele é muito bonzinho, uma criança muito tranquila. Na maioria das vezes dorme sozinho, não precisa nem pegar no colo. Ainda dorme durante toda a noite. O Iago sempre quis um irmão e a Tábata falava que não queria. Hoje todos babam nele”, comemora a mãe. (L.R.)


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