MOGI PELO MUNDO

Mogiana Gloria Lanci faz relato da crise de Covid-19 no Reino Unido

SITUAÇÃO Gloria Lanci fala sobre a quebra da rotina, o papel da ONU e OMS durante a pandemia e da desigualdade social no Reino Unido. (Foto: divulgação)

Arquiteta, urbanista e pesquisadora da University of the West of England, em Bristol, a mogiana Gloria Lanci mora há 11 anos no Reino Unido. Ela está terminando o segundo doutorado sobre o uso da cartografia por artistas, no espaço urbano, e integra o programa de Geografia e Ambiente da UWE. Cita uma frase que viu em um grafite em Hong Kong, na China, para falar sobre o que a pandemia estabeleceu no mundo: “Não há como voltar ao normal porque o normal era o problema de início”.

Na série de O Diário, sobre os “Mogianos pelo mundo”, Glória, que não pode vir a Mogi, na Páscoa, para ver a mãe, Carmelita, e os familiares, como faz anualmente, fala sobre a quebra da rotina, o papel de organismos internacionais (ONU e OMS) durante grandes catástrofes, e a desigualdade social que, assim como Brasil, também é desafio lá. “infelizmente mesmo em um país rico como o Reino Unido, a desigualdade econômica e social está presente, e tende a aumentar”. Eis a entrevista (no site www.odiariodemogi.inf.br, ela está na íntegra):

Como você chega a Bristol?

Sou arquiteta e urbanista e me formei na Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. Tenho mestrado e doutorado na área de paisagem urbana na Universidade de São Paulo e há mais de vinte anos trabalho com ensino e pesquisa em instituições de ensino superior. Moro em Bristol há quase 11 anos. A primeira vez que vim para a cidade foi em 2008, para um estágio de dois meses na University of the West of England (UWE), com o auxílio de uma bolsa da British Academy. Naquela época, eu morava em Salvador e trabalhava em uma universidade privada, e estava conduzindo um projeto de pesquisa em turismo cultural e desenvolvimento urbano. Em 2009, surgiu a oportunidade de me mudar para Bristol. Hoje estou terminando um segundo doutorado e trabalho temporariamente na UWE, no programa de Geografia e Ambiente.

Quais as diferenças entre o início deste ano e hoje, em Bristol?

Quando a epidemia começou na China a impressão geral, por aqui, era a de que se tratava de um problema, que causava certa preocupação, mas estava distante, geográfica e politicamente. Em 31 de janeiro, o Reino Unido estava oficialmente deixando a comunidade europeia e esse era o assunto central do noticiário nacional. Eu havia entregado a versão final da minha tese e começado a dar aulas no segundo semestre (o ano letivo nas universidades começa em setembro e vai até fim de maio). Foi apenas no início de março, quando a epidemia se instalou na Itália, que o foco de interesse mudou e começamos a nos indagar sobre os impactos da doença no nosso dia a dia.

Quando isso mudou?

As escolas, pubs e restaurantes foram fechados em uma sexta-feira em 20 de março e a quarentena começou oficialmente três dias depois, em 23 de março. Ironicamente, após um inverno muito chuvoso e de intermináveis dias nublados e escuros, o tempo mudou radicalmente durante aquele fim de semana e o sol não parou de brilhar por quase um mês. A primeira semana de isolamento trouxe muita confusão e nervosismo. Eu particularmente tentava relembrar todas as pessoas que havia encontrado, os lugares em que estive, o que havia feito nas semanas antecedentes. Haveria a chance de estar contaminada? Não teria como saber até pelo menos passar duas semanas em casa. Mas, mesmo depois disso, o cuidado teria que ser constante, ainda mais porque foi ficando cada vez mais evidente que o vírus se manifestava de forma bem diversa de pessoa para pessoa, com alguns casos assintomáticos, e o contágio poderia se dar com qualquer um. Também com relação ao que se definiu como ‘grupo de risco’ – idosos e pessoas com doenças crônicas – a situação era de muita incerteza, porque foram aparecendo casos, ainda que isolados, de pessoas jovens e saudáveis com a doença. Tudo isso, porém, demorou a ser digerido pela população, e ainda há várias perguntas sem respostas, mas com o passar das semanas, ficou claro que a nossa única ‘arma’ de combate ao vírus, como cidadãos, é o isolamento social. Existe uma ampla adesão e suporte à quarentena aqui no Reino Unido, entretanto alguns problemas persistem: há desde pessoas que explicitamente desobedecem às regras, afrontando autoridades, até casos de má interpretação ou mesmo ignorância dessas mesmas regras. Também não há um consenso sobre outras medidas de prevenção como uso de máscaras e luvas. Aqui não é obrigatório, ficando a critério de cada um adotar o uso dessas proteções. Por outro lado, diferentes países europeus estabeleceram diferentes níveis de isolamento: Itália, Espanha e Franca foram os mais restritos, enquanto aqui o isolamento é mais flexível.

Como é a sua rotina?

Até agora eu não tive nenhum sintoma, assim como amigos e familiares, tanto aqui como no Brasil. Não sei se posso falar de uma rotina da quarentena, pois o que ela impôs foi, ao contrário, uma quebra de rotina. Um dos primeiros efeitos que senti foi uma espécie de distensão do tempo, como se todos os dias se fundissem em um só. Conversei com outras pessoas que descreveram a mesma sensação de atemporalidade, como se estivéssemos em um limbo. A resposta a pandemia teve fases. Uma semana antes da decretação oficial do ‘lockdown’ houve uma corrida aos supermercados para comprar produtos essenciais – faltaram papel higiênico, grãos e enlatados de todo o tipo, e até mesmo ovos. Em novembro do ano passado, eu havia começado a fazer pão em casa, mais como um projeto para me distrair do doutorado (estava escrevendo a tese em tempo integral, em casa, e já estava vivendo uma espécie de quarentena particular!). Para mim, então, a maior surpresa foi constatar que a farinha de trigo sumiu das prateleiras dos supermercados (e até hoje não voltou, e eu estou adquirindo farinha de uma padaria local). As duas primeiras semanas foram de adaptação, e a mensagem de ficar em casa – Stay at Home – virou um slogan, aparecendo em todas as comunicações do governo ao público. Hospitais de campanha começaram a ser construídos em Londres, Birmingham e ate aqui, em Bristol. No decorrer de abril, o serviço nacional de saúde (National Health System – NHS) ganhou destaque nas reportagens, tanto pelo esforço heróico de médicos e enfermeiros, como pelas estórias trágicas da falta de equipamentos de proteção e da morte de profissionais pelo vírus.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro é favorável à flexibilização das medidas de isolamento. Na Inglaterra, o primeiro ministro Boris Johnson começou por essa linha, e depois recuou. Como as pessoas reagem a isso?

A pandemia colocou o governo central em xeque sobre suas políticas públicas de saúde. Antes de decretar a quarentena, o primeiro ministro e seu gabinete pareciam hesitantes. A princípio, demonstrou um certo descrédito, aceitando a pandemia como uma ameaça mundial mas que talvez não afetasse o Reino Unido como já havia ocorrido na China, e depois na Itália. Lavar as mãos e manter distância eram conselhos, não regras claras para o comportamento social. O primeiro ministro Boris Johnson não deu nenhuma indicação de que nossa vida diária mudaria, mantendo a sua rotina habitual, indo a encontros, apertando mãos e dando tapas nas costas de colegas. Por volta de 13 de março, o governo acenou com a possibilidade de adotar uma estratégia de ‘imunidade de grupo’, baseado no princípio em que a contaminação em massa pode fortalecer o sistema imunológico, uma vez que a maioria dos indivíduos contaminados desenvolve sintomas leves da doença e se tornam imunes, ajudando a diminuir o contágio. Essa estratégia foi posteriormente abandonada, e até mesmo negada como um plano oficial do governo.

E agora, como está?

Hoje, após quase sete semanas de quarentena, essa e outras estórias estão vindo à tona, como a falta de recursos para hospitais públicos e o descaso com a situação de asilos e casas de saúde que abrigam a população mais idosa. Em conjunção com esses problemas existe também toda a sorte de oportunismo de companhias privadas que visam se beneficiar da crise – mas essa é uma velha e universal estória. Como disse uma historiadora que investigou a gripe espanhola de 1918-1920, crises como esta, fazem emergir o melhor e o pior do ser humano. Pode parecer um lugar comum, mas agora estamos passando exatamente por essa experiência, quase uma situação de guerra.

Os números da doença são altos no Reino Unido…

Os números assustam, rapidamente o Reino Unido passou de uma posição ‘periférica’ nas estatísticas para os primeiros lugares dos países mais afetados pelo vírus. Estamos ainda em quarenta e não há sinais de flexibilização até este mês. O governo tem sido criticado pelo atraso em tomar medidas para impedir o alastramento da contaminação, e pela falta de planejamento para equipar hospitais e assegurar o bom funcionamento dos serviços relacionados à saúde pública. O primeiro ministro ficou doente e ausentou-se do governo por quase um mês; há indícios que mesmo antes de adoecer ele também estava ausente nas primeiras reuniões para discutir estratégias de combate ao vírus.

Como é o distanciamento social?

A reclusão domiciliar é bastante difícil, ainda mais considerando que apenas saímos do inverno e estávamos prontos para aproveitar a primavera, sair mais as ruas e aproveitar áreas de lazer. Portanto à parte dos desafios de se manter saudável fisicamente, cuidar da saúde mental tornou-se muito importante. Onde eu moro há alguns privilégios – Bristol não é uma cidade muito grande, tem mais ou menos a população de Mogi, e conta com vários parques e áreas verdes. Eles são essenciais para pessoas como eu, morando em um apartamento, sem acesso a um jardim ou mesmo terraço, mas felizmente estou a dez minutos a pé de uma dessas áreas. Literalmente é um respiro para a situação em que vivemos, poder sair de casa e fazer uma boa caminhada. Podemos sair de casa para comprar comida, e no meu bairro há várias opções de pequenos mercados e lojas, porém, devemos ter paciência para esperar em longas filas, e às vezes presenciar discussões mais acaloradas sobre o correto distanciamento. Dentro de casa, o trabalho e os afazeres do dia a dia tomam o seu tempo; me exercitando com yoga e pilates, e me entretenho com filmes e programas de rádio. Continuo fazendo pães e comecei uma horta em miniatura, com quatro vasinhos onde plantei manjericão, salsinha e tomates. Talvez demore mais uns seis meses até eu colher um (mini) tomate, mas é bom ver as plantas crescerem. A internet tornou-se um serviço essencial, como água encanada e eletricidade; não consigo imaginar como seria essa quarentena sem ela: uso para o trabalho, leio jornais, vejo filmes, escuto podcasts, aprendo línguas, troco receitas, ouço música, me comunico com amigos e familiares.

Há pessoas passando dificuldades no país?

Houve um grande aumento de denúncias de violência doméstica, e de crianças e jovens estão passando por dificuldades mentais. Preocupa também a situação de doentes crônicos que, de uma certa forma, agora devem ‘disputar’ atendimento hospitalar com pacientes com o coronavírus. Há os sem-teto; muitos foram abrigados em caráter de emergência, mas sem saber por quanto tempo poderão permanecer nesses abrigos temporários. Há famílias passando fome porque perderam empregos ou estão em confinamento restrito por problemas de saúde. Infelizmente mesmo num país rico como o Reino Unido, a desigualdade econômica e social está presente, e tende a aumentar. Aqui se constatou que são os mais pobres que sofrem mais: no último dia 1º, uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatísticas (Office for National Statistics – ONS) mostra que em áreas mais desfavorecidas econômica e socialmente. a taxa de mortalidade pela Covid-19 mais que o dobro quando comparada as áreas mais afluentes, na Inglaterra e País de Gales.

Quais serão os impactos da pandemia?

Em termos de impactos econômicos há inúmeras especulações. O desemprego ameaça a todos, principalmente na área de comércio e serviços. A economia britânica é dominada pelo setor de serviços, que corresponde a quase 80% do PIB, e o serviço de educação de nível superior, em conjunto com serviços financeiros, são pilares desse setor. Eu compartilho da insegurança de muitos outros colegas em contratos temporários – simplesmente não sabemos quando ou mesmo se teremos trabalho. Nas universidades voltadas prioritariamente ao ensino como a UWE, onde atuo, a questão mais premente é: quantos alunos teremos matriculados no próximo ano, pois essas instituições dependem enormemente da mensalidade dos alunos para sobreviverem – e de alunos de outros países, que pagam quase o dobro do valor, são ainda mais valiosos. Em outras instituições onde a pesquisa tem mais peso há incerteza quanto à manutenção de financiamentos, nacionais e internacionais. Isso já vinha sendo bastante discutido com a situação imposta pelo Brexit, que desestimulou a vinda de pesquisadores europeus para o país e pôs em xeque os programas de cooperação internacional, mas agora o problema se tornou mais complexo e não depende apenas de acordos bilaterais – há uma nova situação mundial.

O que virá no futuro?

O futuro é uma incógnita. Durante essa crise ouvi várias vezes a expressão ‘estamos todos no mesmo barco’. Em parte é verdade, pois a pandemia nos leva a compartilhar reações de medo, ansiedade e desespero que se desdobram em solidariedade e esperança, e nos une no desafio comum de garantir nosso modo de vida e mesmo de perpetuar nossa espécie neste planeta. Mas apesar do vírus não escolher classe social, raça ou gênero (como sugeriu o primeiro ministro britânico) e não distinguir países ou sistemas políticos, sabemos que esse ‘barco’ não é o mesmo para todos, e para alguns o barco nem mesmo existe. Ao redor do mundo, bilionários estão se isolando em iates superluxuosos ou em propriedades exclusivas a muitos e muitos metros de distância de qualquer ameaça a sua saúde e suas fortunas, enquanto enfermeiros, médicos e coveiros se aglomeram diariamente em espaços onde se testemunha os efeitos mais perversos e dolorosos da pandemia, colocando em risco a própria vida. Ao redor do mundo estão sendo expostas as distorções da injustiça e desigualdade social, que se revelam em todas as escalas: entre bairros, regiões e nações. Desde o início da pandemiam uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde era como países mais pobres, onde há extrema escassez de recursos médicos e sanitários, enfrentariam esse vírus ‘democrático’. Mesmo nos países europeus mais afetados pelo vírus – Itália, Franca, Espanha e Reino Unido – há um desnivelamento na distribuição de recursos, e esses países não vão ser afetados da mesma forma, com a Espanha em condições mais críticas para recuperação.

E como você acompanha a pandemia no Brasil?

Eu vejo a situação no Brasil hoje como muito preocupante. Quando aqui ainda se cogitava a ‘imunidade de grupo’ em São Paulo e no Rio de Janeiro, o isolamento social foi adotado oficialmente. Eu comentava então com amigos que o Brasil poderia evitar o pior, tirando vantagem de ter sido atingido pelo vírus após outros países e ter a chance de se preparar melhor, contando ainda com a experiência no combate de epidemias e na existência de um sistema nacional de saúde que, apesar de congestionado e precário em várias partes do país, oferece acesso básico e universal a toda a população. Porém, a ausência de liderança política e uma crise institucional estão ameaçando o investimento e distribuição de recursos materiais e humanos e, ainda mais grave, criando uma situação surreal, onde a população se divide entre os que entendem e apóiam a quarenta e os que acreditam que qualquer medida é inútil e a pandemia um problema menor. Alarmante ver o país tão dividido em um momento como este, e de constatar a falta de responsabilidade, sensibilidade e sensatez do governo nacional, incapaz de orientar a população e implantar uma estratégia clara. Observando daqui eu e amigos, brasileiros e britânicos, ficamos atônitos com o que está ocorrendo no Brasil, por que se por um lado sofremos as consequências de erros do governo, por outro podemos ver a eficácia da quarentena no controle da pandemia, e da importância em apoiar e garantir recursos ao sistema público de saúde, associada uma estratégia de teste e rastreamento de casos, atualmente considerada estratégia essencial para o controle a longo prazo.

Quais são as lições dessa crise?

Não faltam lições a aprender com esta pandemia. Lembro-me de ter lido no jornal sobre um grafite que apareceu nas ruas de Hong Kong: ‘there can be no return to normal because normal was the problem in the first place’; não há como voltar ao normal porque o normal era o problema de início. É um questionamento sobre nosso modo de vida atual, sobre nossas escolhas, sobre nossas atitudes em relação ao ambiente e as pessoas ao nosso redor, sobre o futuro do planeta – nossa ‘casa comum’. Até quando poderemos manter os níveis atuais exacerbados de consumo, de exploração indiscriminada de recursos naturais, de vergonhosa desigualdade social? Há muito o que criticar sobre a inércia de governantes, sobre a ganância de corporações privadas, sobre a alienação das elites – mas o que podemos fazer, com o que temos ao nosso alcance, cidadãos comuns, para determinar o nosso futuro? Acho que esta e uma pergunta que deve estar passando pela cabeça de muita gente, em isolamento, sentindo-se impotente diante da situação. O mundo em que viveremos após a pandemia provavelmente continuará desigual, injusto, conturbado. Afinal, como a história recente mostra, nem a brutalidade da primeira guerra mundial e da gripe espanhola impediu que outra guerra mundial se iniciasse no século XX, assim como dezenas de outros conflitos regionais pelo mundo, e a extrema pobreza continua a ameaçar a vida de milhões de pessoas. Entretanto desde o final da segunda guerra mundial observamos um crescente esforço coletivo para assegurar a paz e o bem comum, com a criação da Organização das Nações Unidas (1945), a Organização Mundial de Saúde (1948), e a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e devemos reconhecer que essas iniciativas contribuíram, e vem contribuindo, para evitar catástrofes mais graves.

Algo mais a dizer?

Toda crise gera valiosas oportunidades para reflexão, que podem levar a ações transformadoras. Um exemplo de reflexão em curso é a maior conscientização sobre a mudança climática, estimulada pela divulgação de gráficos e mapas revelando uma dramática redução da poluição atmosférica. Não é difícil estabelecer uma correlação entre poluição e incidência de casos de Covid-19, um vírus que provoca síndrome respiratória: Wuhan, Milão, Londres, Paris, Nova Iorque e São Paulo são todas cidades com altos índices de poluição, e os maiores focos da doença em seus respectivos países. Várias outras evidências estão sendo documentadas, de habitats recuperando a fauna e a flora, de águas menos poluídas, demonstrando o quanto certas atividades econômicas impactam o ambiente. Outra oportunidade que surge é de uma mudança de comportamentos: mais solidariedade, menos egoísmo, maior valorização da vida, menos violência. Sei que é um lugar comum dizer isso, mas, às vezes, o ser humano precisa confrontar-se com situações desesperadoras para dar-se conta do que é importante e prioritário; o problema é manter essa perspectiva quando a cessa a ameaça. Porém, eu me mantenho otimista, e acredito que poderemos observar alguns efeitos positivos dessas reflexões que no futuro podem fazer uma grande diferença.

Saiba mais sobre Bristol

Bristol se destaca pelas atividades econômicas geradas pela mídia eletrônica e aeroespacial. (Foto: divulgação)

Bristol se tornou cidade em 1.155, e condado em 1.373. Tem cerca de 430 mil habitantes e é um dos principais polos de emprego, cultura e educação da Inglaterra. Possui atrativos culturais e turísticos como museus e galerias de arte e um centro cultural instalado após a reforma de um antigo porto da cidade. Centro turístico, tem restaurantes e parques. Também se destaca pelas atividades econômicas geradas pela mídia eletrônica e aeroespacial. Entre suas personalidades está Paul Dirac (1902-1984), ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1933.


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