SOCIAL

Mariana Hiromi é um dos nomes à frente de projeto de apoio à saúde mental

IDEIA Entre os assuntos, conta Mariana, estão relações familiares, maternidade e até o ‘espanta solidão’. (Foto: divulgação)

Seja pelo estabelecimento de normas e decretos ou pela conscientização de parte da população, o distanciamento social surgiu com a pandemia do novo coronavírus. O isolamento pode ser prejudicial à saúde mental, principalmente daqueles que têm se sentido sozinho em casa. Pensando nisso, a plataforma Sabiah foi criada para que pessoas do mundo inteiro possam encontrar um lugar para conversar online sobre os mais variados temas. A mogiana Mariana Hiromi é um dos nomes à frente do projeto.

Ela explica que tudo começou por iniciativa da amiga Mariana Busani, que no início da quarentena fez uma publicação LinkedIn oferendo ajuda para quem precisasse de falar sobre carreira e futuro profissional. Em pouco tempo, ela recebeu mais de cem comentários de pessoas interessadas na ajuda e percebeu que a ideia poderia ser ampliada. Foi quando as duas começaram a conversar para desenvolver o trabalho.

Depois, outras duas amigas – Priscila Manfrini e Marina Gladstone – também se envolveram com o projeto. Desta união, foi criada a plataforma (sabiah.org) onde as pessoas podem entrar e agendar um horário para conversar com um dos 16 voluntários que hoje integram a rede. Atualmente, os bate-papos são divididos por cinco temas, que são: carreira profissional, maternidade, vivendo no exterior, sem preconceitos e relações familiares. Além disso, existe o “espanta solidão”, que é uma conversa sem tema definido.

“Nós queremos acolher essas pessoas que estão se sentindo sozinhas e a gente validou essa hipótese de que pessoas sentem falta de ter conversa mais profunda. Muitos nos relatam que não estão sozinhos nesse período, mas que se sentem sozinhos. Nosso próximo passo é ampliar o número de pessoas atendidas e abrir cada vez mais espaço para novos temas. Muitas vezes as pessoas até encontram algum conteúdo na internet sobre esses assuntos, mas ter alguém para conversar é muito diferente”, considera Hiromi.

A mogiana explica que para ampliar esse portfólio a plataforma deverá aceitar novos voluntários, mas que este trabalho é muito cuidadoso já essas pessoas que estarão à frente das conversas, que são o bem maior do projeto. Para quem tem interesse em participar, é necessário preencher um cadastro no site da Sabiah e a inscrição passará por uma avaliação.

Desde março, mesmo ainda sem a plataforma consolidada, já foram realizadas cerca de 500 conversas onde passaram pessoas de diversos países, como Uruguai, Portugal e Espanha. No início, tudo era anotado em planilhas simples, até que uma das cofundadoras desenvolveu o site e digitalizou todo o processo.

“Ter a plataforma é uma maneira de ampliar o nosso público, que é o que queremos. Para nós, é muito gratificante poder desenvolver esse trabalho. Nós já estamos colhendo frutos muito legais com os feedbacks que recebemos. Teve gente que reformulou o currículo com as nossas dicas e já conseguiu um emprego, outras pessoas conseguiram tirar planos do papel. Nós não proporcionamos terapia ou coaching, mas queremos ajudar”, finaliza a mogiana.


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