CAMPEONATO

Mogiana relata vivência em torneio internacional de xadrez

ESPORTE Isabelle Tamarozi foi a primeira mogiana a sagrar-se campeã paulista e brasileira de xadrez. (Foto: arquivo)

“Foi uma experiência que me desafiou e mudou completamente a minha vida, onde evolui como esportista e também como pessoa”, assim a mogiana Isabelle Tamarozi, de 20 anos, descreve sua participação no Campeonato Mundial Juvenil de Xadrez. Ela foi a única representante brasileira na competição que reuniu os melhores do mundo na categoria, realizada em Nova Deli, Índia, no mês passado.

O torneio denominado FIDE World Junior (Under-20) Girls Chess Championship contou com 94 jogadoras, das quais 69 eram tituladas. “O nível do evento era extremamente profissional, lá eu pude estar em contato com diversas culturas e formas diferente de jogar xadrez”, explica Isabelle. Após 11 rodadas, a enxadrista somou quatro vitórias, um empate e seis derrotas, encerrando em 73° lugar.

“Apesar de tudo, a experiência adquirida é inenarrável. Tanto nos tabuleiros como fora deles, aprendi lições que levarei para o resto da vida”, afirma ela. “Saio na esperança de continuar aprendendo com os desafios que a vida me proporciona através desse esporte maravilhoso que tanto amo, chamado xadrez”, argumenta.

Isabelle defende que fatores como o fuso horário entre os países, além da dificuldade para se adaptar a mais de uma cultura e a alimentação se tornaram obstáculos para seu desempenho no campeonato. “O xadrez requer muito da mente, por isso ela precisa estar descansada, e dessa vez foi tudo muito novo, mas acredito que estarei melhor preparada para os próximos desafios”, acredita ela.

“Agradeço imensamente todos aqueles acreditaram em mim apoiaram minha jornada, e que direta ou indiretamente tornaram possível esta experiência única”, diz. A organização do evento não auxiliou os competidores a pagarem a viagem ao destino, por isso, a mogiana precisou correr contra o tempo para arrecadar os R$ 7,5 mil necessários para as despesas e taxa de inscrição.

Isabelle conseguiu superar a meta inicial em poucas semanas. “Foi uma surpresa muito positiva, eu realmente não estava esperando todo o apoio”, conta. “Agradeço a minha família e amigos, ao Colégio Santa Mônica, que mesmo depois de ter me formado, continuam me apoiando como sempre fizeram, à  Associação Atlética Acadêmica da Matemática (AAAMAT),  ao Clube de Xadrez  mude entre Mogi, entre muitos outros.

A enxadrista começou os primeiros movimentos no tabuleiro quando tinha apenas sete anos e representa Mogi das Cruzes profissionalmente desde 2009. Foi a primeira da cidade a se tornar campeã paulista e brasileira.


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