EM SALVADOR

Mogianas trabalham na construção de Santuário em homenagem a Irmã Dulce

IMPORTÂNCIA O Santuário Santa Dulce dos Pobres, o primeiro dedicado à religiosa após sua canonização, recebe obras internas. (Foto: divulgação)

A arquiteta Heloisa Pomaro e a engenheira civil Boni Kotake, ambas de Mogi das Cruzes, estão em Salvador (BA) finalizando as obras do Santuário Santa Dulce dos Pobres, o primeiro dedicado à religiosa após sua canonização, que será proclamada hoje na celebração presidida pelo papa Francisco, no Vaticano (Itália). No local ficarão guardados os restos mortais da santa.

O trabalho das profissionais da Construtora Micura Steel Frame, de Mogi, convidadas pela equipe das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) no último mês de agosto, contempla o projeto e construção da sacristia e salas administrativas do santuário.

“Havia a necessidade de que a construção fosse feita de forma rápida e, nos métodos tradicionais, isso não seria possível. Desta forma, a utilização do Light Steel Frame foi essencial e construímos mais de 250 metros quadrados em 18 dias”, explica Heloisa, que é sócia de Boni há 33 anos na empresa mogiana.

GRATIFICANTE Boni e Heloisa: colaborar com obra de Irmã Dulce. (Foto: divulgação)

O Ligth Steel Frame – conceito de construção a seco, garantindo obra limpa rápida, econômica e sustentável -, adotado pelas profissionais de Mogi, substitui tijolos por produtos padronizados de alta tecnologia, como perfis leves de aço galvanizado. Nas paredes internas, são utilizadas placas de gesso acartonado (drywall) e na parte externa, placas cimentícias e outras. Para garantir a eficiência térmica e acústica, a opção é pelo uso de lã de PET, vidro ou rocha.

Embora explique que não tem informações sobre o valor total da obra do santuário, Heloisa destaca que ele foi totalmente construído com recursos provenientes de doações dos devotos da santa e de empresas parceiras.

Neste domingo, logo após a cerimônia de canonização, o bispo auxiliar dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida celebrará missa no santuário e fará a leitura do decreto de sua criação.

As profissionais da cidade já estiveram envolvidas em outros projetos de igrejas e templos nestes mais de três décadas dedicadas à arquitetura e engenharia, mas Heloisa conta que este foi marcado por um sentimento diferente e gratificante. “A Irmã Dulce, que se tornará santa, se doou para os pobres e nós fizemos o máximo para retribuir e colaborar com a sua obra”, completa.

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