Mogianos apontam soluções para liberar Mogi-Bertioga

Congestionamentos comuns na Rodovia Mogi-Bertioga afetam famílias de diversos bairros / Foto: Arquivo
Congestionamentos comuns na Rodovia Mogi-Bertioga afetam famílias de diversos bairros / Foto: Arquivo

Se o final de semana ou o feriado prolongado é sinal de descanso ou passeio para alguns, significa também prova de paciência para quem mora nos bairros cortados pela Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Tarefas como ir trabalhar ou passar uma tarde no shopping requerem planejamento e força de vontade. A viagem de ônibus entre o Centro e o Bairro Manoel Ferreira, em Biritiba Ussu, pode levar até 5 horas.

A solução definitiva para o problema, segundo políticos e engenheiros ouvidos por O Diário, seria a duplicação da rodovia. A tarefa vai demandar tempo e dinheiro, mas deve ser inevitável devido ao grande fluxo de veículos que a utilizam para chegar ao Litoral e por causa do crescimento dos bairros que a margeiam.

A Mogi-Bertioga é considerada a principal via de movimentação às mais de 20 mil pessoas que moram entre a Vila da Prata e o Distrito de Taiaçupeba. Já para cerca de 5,2 mil moradores do trecho entre Taiaçupeba e Biritiba Ussu, ela se torna a única opção de deslocamento.

Mesmo com operações especiais de subida e descida em alguns trechos durante feriados prolongados, o tráfego costuma ser complicado nesses bairros. Conforme observa a vereadora Odete Rodrigues Sousa (PR), quem depende de ônibus para se locomover acaba sendo mais afetado pelos congestionamentos.

“Em dias normais, o ônibus leva no máximo uma hora para ir do Centro a Manoel Ferreira. Porém, dependendo do fluxo, leva três, quatro, ou até cinco horas nos finais de semana”, conta.

Para ela, a solução definitiva para o problema é a duplicação da rodovia. Mas, sabendo que essa é uma obra para o futuro, diz que ações de reordenamento do trânsito poderiam ajudar a minimizar o impacto gerado aos moradores. “Até Taiaçupeba, a gente precisa de itinerários alternativos. Mas, de Taiaçupeba a Manoel Ferreira não existem opções, a não ser o uso do acostamento pelos ônibus”, pondera, ressaltando que o trânsito interfere também no acesso feito pelos serviços de emergência.

Para o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), o problema da Mogi-Bertioga é crônico porque precisa suportar um grande fluxo de veículos que saem de várias cidades de São Paulo rumo ao Litoral. “É preciso que se desenvolva um projeto junto com o Governo do Estado, porque ele é o responsável por esse fluxo”, diz. (Danilo Sans)

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