MÚSICA

Mogianos fazem tributo à Belchior nesta quinta-feira, no Espaço Cultural Canto de Cabocla

ESPECIAL No palco, Paulo Betzler, Rui Ponciano e Waldir Vera apresentam uma seleção de sucessos e também canções do “lado b” do repertório do cearense Antonio Carlos Belchior (1946-2017). (Foto? divulgação)
ESPECIAL No palco, Paulo Betzler, Rui Ponciano e Waldir Vera apresentam uma seleção de sucessos e também canções do “lado b” do repertório do cearense Antonio Carlos Belchior (1946-2017). (Foto? divulgação)

“Onde está Belchior?” É a pergunta que fazem os artistas mogianos Waldir Vera, Rui Ponciano e Paulo Betzler dois anos após a morte do cantor, compositor, músico e produtor Antonio Carlos Belchior. E o resultado do questionamento é um show tributo, que será realizado hoje, no Espaço Cultural Canto de Cabocla, a partir das 20 horas.

No palco, toda a primeira parte do espetáculo é dedicada ao cearense, mas não somente com canções conhecidas do público, a exemplo de ‘Velha Roupa Colorida’, ‘À Palo Seco’, ‘Medo de Avião’, ‘Paralelas’, ‘Sujeito de Sorte’, ‘Mucuripe’, ‘Galos, Noites e Quintais’ e ‘Tudo Outra Vez’. O trio se esforçou para trazer faixas do “lado b”, ou seja, daquelas que só fãs costumam ouvir, como ‘Caso Comum de Trânsito’ e ‘Ypê’.

Na sequência, Paulo Betzler continua na percussão para músicas originais de Rui Ponciano – ‘Pico do Urubu’, ‘Mãe’, ‘Tempestade e Solidão’, ‘Lua Louca’ e outras – e de Waldir Vera, como ‘O Pensamento e o Som’ e ainda algumas surpresas, como parcerias entre os cantores.

A programação vem na hora certa. Belchior, o homenageado, está em alta. No YouTube, os vídeos de suas músicas acumulam milhões de visualizações. No Spotify, a conta oficial do artista registra mais de 500 mil ouvintes mensais. Por lá, a música mais reproduzida é ‘Sujeito de Sorte’, cujo sample, “Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro / Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro” voltou à boca dos jovens por meio do rapper Emicida e o single ‘AmarElo’, cantado também por Pabllo Vittar e Majur.

Na opinião de Rui Ponciano, o que jogou luz ao legado dos sucessos setentistas de Belchior é “o momento brasileiro”. “Nossa situação política e a repressão que vivemos agora mostram que ele foi um cara engajado, que não aceitava os esquemas e expectativas sociais. Suas músicas têm esse instinto de rebeldia e inconformismo”, afirma.

O mogiano, porém, explica que nem sempre foi assim. “A mídia só o abraçou depois que Elis Regina gravou suas canções”, lembra. É o caso de ‘Como Nossos Pais’, letra mais famosa na voz dela do que na dele. “Quando ele surgiu, a MPB estava muito bem, com grandes nomes. Mas Belchior trouxe o apelo dos nordestinos e isso tem sido reconhecido hoje”.

A expectativa do trio é, depois da apresentação desta quinta-feira, levar o concerto a outros palcos, como o Maria Fumaça Café e o Centro Cultural. Por enquanto, o projeto pode ser visto no Espaço Cultural Canto de Cabocla, na Rua Barão de Jaceguai, 944, no Centro. A entrada custa R$ 7,00 por pessoa. Outras informações podem ser obtidas na página do estabelecimento na internet, facebook.com/cantodecabocla, ou pelo telefone 4726-8218.


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