MOVIMENTO

Mogianos lotam as ruas e centros comerciais para as compras de Natal

MOVIMENTO Procura por produtos faz comerciantes apostarem no aumento das vendas neste ano. (Foto: Edson Martins)

Frutas, nozes, grãos e carne. Estes itens não devem faltar na ceia de Natal do mogiano, ou, pelo menos, na mesa daqueles que passaram pelo Mercado Municipal e nas ruas da área central, como Paulo Frontin e Dr. Deodato Wertheimer, que registraram grande movimento ontem. Os comerciantes se mostram otimistas com as vendas, já que centenas de pessoas fazem filas para cotar e comprar itens de feira e também bastante carne suína, uma alternativa para fugir os preços elevados da bovina.

Ao andar pelos corredores do Mercadão, o que mais se viu foram pessoas de meia idade ou idosos, sinal de que as compras ficam a cargo dos pais, mães e avós. Atendente num grande box de hortifruti, Alice de Azevedo, 64, diz que os munícipes têm gastado, em média, valores entre R$ 100 e R$ 200 somente com frutas natalinas. “Elas não deixam de comprar, porque prevalece a tradição desta época”.

Dono de uma loja de grãos, Pedro Soprani, 50, concorda e afirma que o movimento “começou a esquentar” ontem, mas deve ficar ainda maior nos próximos dias, quando as vendas de uvas-passas, nozes, damasco e outros insumos típicos das festas de fim de ano prometem atingir resultados 20% mais satisfatórios que os do ano passado.

A expectativa é a mesma de outro grupo que comercializa frutas, hortaliças e grãos, que espera movimentação “realmente grande na segunda e na terça-feira, quando as pessoas buscam por produtos mais frescos”. Hoje, o comércio também vai abrir. É o que conta o gerente financeiro Roberto Toda, 60, ao notar procura maior por pêssegos, lichias e frutas cristalizadas.

Quando o assunto é carne prevalece a boa previsão. Proprietário de um açougue dentro do Mercadão, Alexandre Santarelli, 27, confirma que as pessoas “estão sim comprando carne”, principalmente pernil e lombo. Otimista, ele não se preocupa com o preço um pouco elevado dos itens e prevê 10% de crescimento nas vendas em relação ao dezembro de 2018.

No açougue de Ana Gabriela, 31, especializado em cortes suínos, a situação também foi positiva. Segundo ela, houve fila na porta do Mercadão no início da manhã de ontem, porque as pessoas estão comprando “como sempre fizeram”. Aliás, justamente por isso, ela diz não ser possível fazer encomendas nesta época do ano.

Uma das pessoas que andavam pelo local no sábado era Aparecida Inês Martins, 55, que ia de loja em loja para “dar uma olhada” em diferentes tipos de produtos. “Busco preço e qualidade na hora de decidir o que comprar para a ceia”.

Ao mesmo tempo, tinha gente que ia direto no box desejado, como Ana Lúcia Andrade, 51, que revelou ter comprado R$ 77 em pernil, item “indispensável no Natal”. A partir dessa fala fica claro que esta época do ano é sinônimo de mesa farta. Talvez por isso o pavimento superior do Mercadão, onde há praça de alimentação, boxes de utilidades, petshops e cabeleireiros, estava esquecido e vazio.

Outra curiosidade é que, enquanto há aqueles preocupados com as refeições das festas de fim de ano, também há quem não tem essa como a prioridade do momento. É o caso de Miguel Menali, 48, que comprava petiscos para comer na hora, ou Wagner Figueiredo, 55, que ia levar somente carne moída. “E de segunda ainda, porque a coisa tá feia”.


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