SITUAÇÃO

Morador e lojista de Mogi reclamam do serviço de segurança da cidade

Prefeitura aponta que base da Guarda Municipal, que será instalada na Praça Oswaldo Cruz, deverá aumentar segurança na Sacadura Cabral. (Foto: Arquivo)
Prefeitura aponta que base da Guarda Municipal, que será instalada na Praça Oswaldo Cruz, deverá aumentar segurança na Sacadura Cabral. (Foto: Arquivo)

Cansado de sofrer com a falta de segurança, um lojista que não se identificou temendo represália, procurou a reportagem de O Diário para contar as situações que enfrenta. Ele teve as duas portas de vidro de seu estabelecimento comercial estouradas por pedras arremessadas por pessoas em situação de rua

O lojista do Centro contou à reportagem que os sem-teto que ficam na Praça Sacadura Cabral exigem que os comerciantes deixem o banheiro à disposição deles e também que sirvam água sempre que eles quiserem. “Tem um casal formado por duas mulheres que fica bravo pelo fato de termos restringido o uso do banheiro, por causa da baderna causada. Aí, elas fingem que estão brigando e começam a jogar pedra uma na outra para acertar a vidraça dos comércios da praça”, contou.

Ainda segundo ele, os guardas municipais disseram não ter muito o que fazer. “Eles ficam com receio porque qualquer tentativa de conter esse pessoal pode parecer algum tipo de preconceito”, pontua.

Em nota, a Prefeitura informou que a Praça Oswaldo Cruz, nas proximidades da Sacadura Cabral, receberá uma base da Guarda Municipal. Também garantiu que esta última está entre os locais prioritários de atendimento pelas equipes de abordagem às pessoas em situação de rua, realizado de forma permanente e contínua pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com a oferta de atendimento e acolhimento, sempre respeitando o direito de escolha e buscando alternativas na perspectiva de superação da condição destes indivíduos.

Já a Secretaria Municipal de Segurança informa que a região da Sacadura Cabral conta com patrulhamento realizado tanto pela Guarda Municipal quanto pela Polícia Militar. Frente à reclamação, a Guarda Municipal intensificará o trabalho neste ponto da Cidade.

Barulho
Outro leitor que procurou O Diário é morador de Braz Cubas e relata que perdeu o sossego com o som ligado em alto volume pelos vizinhos, que atrapalha a rotina de sua família. Ele conta que o problema já é de conhecimento da Prefeitura há pelo menos dois anos, já que neste período cansou de ligar avisando sobre a infração, mas de um tempo para cá, a Administração Municipal passou a alegar que o aparelho para verificar se o volume está acima do permitido

“Fiquei indignado porque o último atendente me disse que só poderia enviar uma viatura se eu ficasse esperando na porta para apontar o imóvel com som alto. E depois me mandou ir até a Ouvidoria levando o carnê do IPTU pago para fazer a minha reclamação. Acho que isso é inadmissível. É o papel da Prefeitura manter a ordem na Cidade”, critica.

A Prefeitura informou ainda que a fiscalização referente à Lei do Silêncio é realizada pelo Departamento de Fiscalização de Posturas. A orientação aos moradores é que, quando da ocorrência do problema, entre em contato com o telefone 153, da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). “Não há a necessidade de o morador aguardar a viatura, nem de acompanhar os fiscais até o endereço e nem de apresentar o carnê para fazer reclamações. Frente à reclamação, o endereço citado será acompanhado pela fiscalização”, trouxe a nota enviada a O Diário.