INDIGNAÇÃO

Movimento organiza nova manifestação contra proposta de pedágio na Mogi-Dutra

Duas semanas após a primeira manifestação, líderes do movimento “Pedágio Não” voltaram a mostrar sua indignação, na manhã de ontem, em novo protesto contra a proposta da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) de implantar uma praça pedágio na altura do Km 45 da Mogi-Dutra (SP-88), principal ligação rodoviária da cidade.

Em duas horas, participantes distribuíram cerca de 1,5 mil adesivos, com os dizeres “Pedágio MogiDoria Não” para motoristas, no inicio da rodovia, com o objetivo de chamar a atenção tanto dos usuários quanto dos governantes.

ADESIVAGEM Moradores do Aruã colaram adesivos em veículos chamando a atenção do governador João Doria para que não implante o pedágio na Mogi-Via Dutra. (Foto: Fábio Palodette)

“A Mogi-Dutra foi construída com nosso dinheiro, e não vamos entregá-la sem lutar; é por isso que nos dispusemos a gastar nossa manhã distribuindo e erguendo faixas”, relata Adrianny Verçosa, uma das responsáveis pelo grupo. “A luta é necessária, já que o pedágio irá isolar os moradores dos condomínios Aruã, Brisas e Ecopark, além de bairros da Divisa, como o Piatã e Taboão, e afetará toda a economia da cidade”, argumenta.

Há duas semanas, o grupo organizou uma carreata na Mogi-Dutra, que chegou a interditar a via por alguns minutos. O movimento agora se prepara para um novo “adesivaço”, desta vez no Centro da cidade, porém ainda espera resposta da Prefeitura.

Neste novo protesto, o movimento uniu forças com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi. A entidade preparou um ofício onde afirma que a Artesp não cumpriu as formalidades na condução das audiências públicas, além de ter descumprido exigências técnicas no projeto, motivo pelo qual decidiram formalizar uma denúncia ao Ministério Público, pedindo a anulação dos procedimentos realizados.

“Essa é uma proposta que trará dezenas de malefícios para nossa cidade, e não podemos deixar de mostrar nossa indgnação, por isso decidimos juntar forças”, afirma Nelson Bettoi Batalha, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos. “Nosso principal interesse é defender a cidade”, completa.

Batalha convida outras lideranças da cidade para juntar forças contra a proposta. “Estamos de braços abertos e sabemos que juntos seremos mais fortes. Seria interessante receber o apoio, por exemplo, da Asssociação Comercial, entre outros”, garante

Os manifestantes foram bem recebidos pelo público, muitos carros buzinaram em apoio a iniciativa. “Nós preparamos mais adesivos e agora pretendemos fazer um novo “adesivaço” no Centro da cidade, para atingir ainda mais pessoas, mas vamos aguardas a resposta da Prefeitura. afirma Adrianny.

Segundo ela, um novo protesto deve ocorrer em duas semanas. “Vamos analisar a repercussão dessa e continuar unindo forças com mais novos nomes”, diz ela, ao reafirmar que os protestos continuarão “até que a ideia do pedágio seja completamente descartada”.

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