AÇÃO

Movimento “Pedágio Não’ organiza nova carreata contra proposta de instalação de tarifa na Mogi-Dutra

MOGI-DUTRA Os organizadores pretendem incluir hoje mais mil adesões ao abaixo-assinado contra o pedágio projetado pela Artesp. (Foto: arquivo)

O movimento ‘Pedágio Não’ retorna hoje ao Largo do Rosário, na área central da cidade em busca de mais adesão popular para o abaixo-assinado contra a proposta da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) de cobrança de taxas dos motoristas que utilizam a rodovia Mogi-Dutra. Foram definidas também a realização de uma megacarreata e outras ações para os próximos dias, durante um encontro que aconteceu na noite anteontem na sede a Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (Aeamc), uma das entidades envolvidas com a causa.

Para coletar as assinaturas para o documento que futuramente será encaminhado ao governador João Doria (PSDB) e à direção da Artesp, os organizadores do movimento vão montar uma tenda hoje no Largo no Rosário, onde estarão sendo distribuídos os adesivos do ‘Pedágio Não’. O presidente da Aeamc, Nelson Betoi Batalha Neto, disse que no último sábado, foram coletadas mil assinaturas no local, um número que pode até dobrar hoje.

Os integrantes do movimento também confirmaram um encontro com o prefeito Marcus Melo (PSDB), que vai acontecer na próxima terça-feira às 15 horas para discutir as estratégias que devem ser adotadas pelo município para tentar impedir que a Artesp leve o plano adiante.

A carreata na cidade está marcada para o próximo dia 14. Para isso, os organizadores vão solicitar o apoio estrutural da Prefeitura e apoio da Polícia Militar no dia da manifestação, que acontecerá no km 45 da Mogi-Dutra, local indicado pela Artesp para a construção da praça de pedágio. A concentração será às 10 horas, em frente ao Ginásio de Esportes, no Mogilar. O movimento pretende ainda confeccionar cartazes e panfletos para distribuir no comércio com apoio da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (Acmc).

O representante da Associação de Adquirentes de Lotes do Aruã, Paulo Boccuzzi – um dos principais articuladores da campanha – conta que a entidade também entrou com uma ação no Ministério Público para pedir a anulação das audiências públicas realizadas pela Artesp para apresentar o projeto, porque não houve cumprimento de algumas exigências legais nesse processo, já que a agência não divulgou, na íntegra, o plano de obras prevista do programa de concessão de rodovias litorâneas, que incluem a Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Além dessa movimentação de moradores de condomínios próximos à Serra do Itapeti, que serão prejudicados com a cobrança de taxas, as lideranças políticas da cidade também estão se mobilizando e pressionando o governo para rever essa proposta.


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