AÇÃO

Movimento ‘Pedágio Não’ prepara nova manifestação contra proposta de instalação de praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra

PREOCUPAÇÃO Projeto da Artesp prevê a instalação de uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)

O movimento ‘Pedágio Não’ decidiu não esperar mais por uma decisão da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) em relação ao projeto de concessão das rodovias paulistas, que engloba a Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98) e marcou para este sábado uma manifestação para reforçar a posição contrária à instalação da praça de pedágio no km 45 da SP-88. Para o grupo, essa demora pode ser uma tentativa da agência de enfraquecer o movimento. Por outro lado, o movimento ganhou maior adesão nos últimos dias, segundo os organizadores.

A divulgação do novo protesto vem um dia após o prefeito Marcus Melo (PSDB) falar em entrevista a O Diário que o governador João Doria (PSD)B disse que a questão do pedágio é com a Artesp. No entanto, o líder do movimento, Paulo Boccuzzi, avalia que essa não foi uma tentativa de Doria de “retirar o corpo” do assunto. “Em entrevista há duas semanas, a diretora da Artesp deixou transparecer que haverá uma mudança no projeto. Quando o Doria coloca que o assunto deve ser tratado com a Artesp, ele parece sinalizar que ela tem novidades, que o processo vai sofrer alteração”, diz.

Boccuzzi, entretanto, destaca que a luta é para que a cobrança não ocorra em nenhum trecho da rodovia ou mesmo na Mogi-Bertioga, como era esperado no início assim como o anúncio de uma duplicação total da principal via que liga Mogi a Bertioga. Caso isso ocorra, ele promete continuar os estudos de viabilidade.

“Essa é uma tese que muitos mogianos levantam de que a cobrança seria anunciada na Mogi-Dutra e depois transferiria à Mogi-Bertioga. Mas eles têm o interesse pela Mogi-Dutra mesmo, porque apesar de muita gente ir para o litoral durante os finais de semana, no meio da semana, o trânsito é morto na Mogi-Bertioga”, pontua.

A manifestação deste sábado deve contar primeiramente com uma carretada de moradores dos bairros da divisa, Aruã e Serra do Itapeti. Boccuzzi espera que cerca de 450 veículos saiam em carretada até a altura da concessionária Horizonte Veículos, no Jardim Aracy. Lá haverá o protesto.

“Desta vez, vamos contar com o apoio dos caminhoneiros e também de transportadoras que irão liberar parte da frota para integrar a manifestação. A ideia não é interditar a rodovia, mas o movimento de carros mais devagar deve causar lentidão”, pontuou. A carreata será às 8h30 e a manifestação às 10 horas.

O movimento continua colhendo assinaturas em mais de 60 pontos fixos, que já ultrapassaram 10 mil adesões.

Artesp

Desde o último dia 29 de janeiro, a reportagem de O Diário vem solicitando entrevista com a diretora interina da Artesp, Renata Perez Dantas, mas a agência justifica que ela está debruçada sobre o projeto e apenas vai se pronunciar quando o projeto for finalizado, porque desta maneira haverá informações a serem compartilhadas. Ontem, a resposta se repetiu: “Os estudos para o edital do Lote Rodovias do Litoral estão em curso. Ainda não há novidades. Quando houver uma definição, será possível agendar entrevista”, trouxe a nota enviada a O Diário.


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