CARTAS

Mulher laranja

A legislação eleitoral exige a participação de um mínimo de 30% de registro de candidaturas em nome das mulheres e um máximo de 70% para os homens. Porém, indigna saber através da imprensa, as graves denúncias de envolvimento de mais de uma dezena de partidos que aliciaram mulheres tornando-as candidatas fictícias ou laranjas no último pleito de outubro, a fim de preencher a cota mínima exigida pela lei eleitoral. Mas o que se percebe, e já está sendo investigado, é que essas candidaturas serviram mais para desviar ou consumar fraudes milionárias com recursos do fundo partidário. Ora, se por anos houve um debate clamando por maior participação da mulher na política brasileira, esses fatos, pela sua gravidade não deixa de ser uma humilhação, e perda de credibilidade para futuras candidaturas femininas nos pleitos.

Paulo Panossian
paulopanossian@hotmail.com