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Música, solidariedade, bom humor e poesia

Desde que começou a pandemia do novo coronavírus no Brasil e que a maioria se viu isolada em casa, a cantora Mari Ana buscou formas de não ficar longe dos seus fãs e seguidores. Os shows que rolariam em São Paulo e no litoral foram remarcados, e para preencher esse tempo sem apresentações presenciais, a mogiana fez transmissões online na sacada do próprio apartamento. Pra ela, mais do que visualizações ou o reconhecimento do artista, o momento é de união. A cantora acredita que essas “lives” são uma forma de aliviar a tensão dela e do público. Cantando profissionalmente há 3 anos, Mari Ana tem um projeto individual de voz e violão e um trio com mais dois colegas voltado para o reggae, soul music e black music

 

O casal Dani Cruz e Nayme Romanos sempre foram engajados nas causas sociais, mas viram que este momento de pandemia iria causar muitos transtornos financeiros entre os mais pobres. Por isso, eles tomaram a iniciativa de criar campanhas solidárias que pudessem ajudar as famílias menos favorecidas de Mogi e Suzano. A consultora empresarial comanda uma ação de arrecadação de fraldas geriátricas destinada a um lar de idosos, enquanto o empresário criou uma força-tarefa onde cada real doado pela sociedade civil, ele acrescentaria mais um real. O resultado foi a doação de R$ 120 mil reais revertidos em cestas básicas, que serão distribuídas durante três meses, para famílias cadastradas da Região. Mais detalhes sobre essas ações podem ser conferidos em uma entrevista que fiz com o casal no site do programa Compartilha (TV Diário) no Gshow 

 

Segundo o escritor e palestrante Eduardo Zugaib, manter o bom humor durante a quarentena é uma das ferramentas para estimular a criatividade e ajudar a encontrar soluções para os problemas. Em um momento em que muita gente terá que se reinventar, seja na vida profissional ou pessoal, é importante contar com esse aditivo, de olho em uma eventual inovação que poderá acontecer futuramente. Ser criativo possibilita enxergar os problemas de forma ampliada, e não quer dizer ficar desconectado da realidade e sim, permitir um estado de alerta. O mogiano ainda sugere que as pessoas busquem aquilo que dá mais prazer: “é uma oportunidade de se conhecer melhor. Se deixarmos a cabeça mais arejada, a visão aberta e o estado de espírito de receptividade e compreensão da própria vulnerabilidade, estaremos mais preparados para enfrentarmos as adversidades”. Ler, escutar uma música, desenhar, conversar e praticar uma atividade física são alguns dos caminhos que ele exemplifica em uma entrevista disponibilizada na página do programa Compartilha (TV Diário) no Gshow

 

Pensando sobre esse momento em que todos estamos passando, o poeta Seu Zé, que tem um trabalho de inclusão da poesia na periferia, fez a leitura do texto Vai Passar, criado por ele, no site do Compartilha no Gshow. Confira:

 VAI PASSAR

Quem diria, que um dia desse chegaria,
O mundo isolado em casa,
Devido a uma grande pandemia?

Quem diria, que a coisa inverteria,
As casas cheias de gente
E as ruas todas vazias?

O abraço foi proibido, um grande temor.
Agora me responda fazendo favor,
No ano passado quantas pessoas você abraçou?

O distanciamento, quem diria, virou forma de amor,
Mas me responda fazendo um favor
Diferente de você, quantas pessoas você amou?”

Faz discurso de todos iguais,
Se comove com injustiças sociais,
Mas quem ta na linha de frente,
Morrendo nos hospitais?

Ficar em casa não é uma escolha nesse momento,
Até porque tem gente que não tem casa e vive ao relento.
Temos que escolher entre a saúde ou a fome

No meio desse tormento?
O que falta para os nossos líderes é mais discernimento.

O que falta pra combater essa doença?
É uma questão de saúde pública e não apenas crença.
Vamos seguir com muito cuidado o que é indicado pela ciência.
Nesse momento, precisamos ter consciência,

E não ficar  aplaudindo devaneios da presidência.

Diz que espera voltar à normalidade,
Que o povo saia dessa vulnerabilidade,
Mas que normal é esse?
Onde não havia Solidariedade.

Pense no próximo, não seja egoísta,
Ficar em casa é um ato altruísta,
Retomar nossa saúde será uma reconquista
E em mortes, o Brasil não será recordista.

Ficar em casa é um ato de coragem,
Não tem a ver com preguiça ou malandragem,
Leia um livro, embarque nessa grande viagem,
O pôr do sol da nossa janela é uma linda miragem.

Ficar em casa é um ato de cuidado,
Quem ama cuida, o amado resguardado.
Depois da chuva vem um dia ensolarado
E quando o arco íris sair, tudo isso terá passado.

Poeta Seu Zé

 


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