ALTO TIETÊ

Nível de chuva durante 2019 foi maior do que a média histórica de pluviometria do período

JANEIRO Os primeiros dias deste ano registram um volume de chuva superior ao esperado para o período, segundo as análises da Sabesp. (Foto: arquivo)
JANEIRO Os primeiros dias deste ano registram um volume de chuva superior ao esperado para o período, segundo as análises da Sabesp. (Foto: arquivo)

A chuva acumulada durante todo o ano de 2019 no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) foi 3,5% maior do que a média histórica de pluviometria do período. Os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que de 1º de janeiro a 31 de dezembro do último ano as cinco represas do Spat receberam 1.493 milímetros de chuva, enquanto o esperado era de 1.447 mm. Cada milímetro corresponde a um litro de água recebido em um metro quadrado.

Apesar de o resultado parecer equilibrado, o ano foi marcado por disparidades entre os dois indicadores em alguns meses. Em cinco dos 12 meses choveu acima do esperado. Os destaques ficaram para os meses de fevereiro, quando eram esperados 194,9 milímetros, mas o acumulado fechou em 367,3 mm, e em março, que tinha como média histórica 172,8 mm e choveu 231,1 mm. Esse encharcamento do solo provocou alagamentos na cidade e famílias perderam os móveis e alimentos nas regiões do Jardim Santos Dumont e Jardim Aeroporto III.

No entanto, houve meses em que o volume de chuvas ficou muito abaixo do esperado, como em agosto, em que a expectativa de chuva já era baixa, com previsão de apenas 36,3 milímetros, e o registro foi de apenas 9,7 milímetros.

No decorrer do ano, as represas do Rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes, de Taiaçupeba, em Suzano, e a de Paraitinga, na cidade de Salesópolis, verteram água. O procedimento ocorre quando esses reservatórios chegam próximo do limite de armazenamento. Em meados de dezembro último, técnicos da Sabesp e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) afirmaram que é “pouco provável” que elas voltem a extravasar o volume excedente em 2020. Apesar disso, não descartaram a possibilidade.

O que se percebe é que Spat terminou 2019 com um volume de armazenamento 52% maior do que o registrado em 31 de dezembro de 2018, a marco foi de 50,4% para 76,8% da capacidade. Ou seja, se chover igual ou até menos em 2020, a probabilidade de se realizar operações para liberar o excesso de água se torna ainda maior do que era ao fim de 2018.

O ano de 2020 também iniciou com fortes chuvas. A tarde de ontem, aliás, foi de temporal e muitas trovoadas em Mogi das Cruzes. Várias ruas ficaram alagadas, durante a tarde.

Nos oito primeiros dias de janeiro, o Spat já recebeu 89,1 milímetros de chuva, que correspondem a 36% dos 246,1 mm esperados para o mês. Ontem, o sistema responsável pelo abastecimento das cidades da Região do Alto Tietê e parte da Região Metropolitana de São Paulo operava com 78,1% da capacidade.

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O pátio Municipal de Veículos de Mogi está atualmente com 670 veículos com armazenamento maior do que 60 dias – período em que o Código Brasileiro de Trânsito permite que vão a leilão. Deste total, 599 estão sob responsabilidade do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Estado de São Paulo, e outros 71 da Secretaria de Transportes de Mogi. A administração municipal espera realizar um leilão ainda neste ano.

Dos veículos apreendidos em operações do Detran ou da Polícia Militar, 34,7% foram porque o licenciamento estava vencido. Em seguida aparece o mau estado de conservação, responsável por 9,8%, em 6% dos casos o motorista estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida ou mesmo não tinha o documento, e 2% por estacionar em local irregular.

Já o restante das ocorrências foi constatada pela Secretaria Municipal de Transportes, sendo 22% por estacionar no passeio, outros 14,3% por parar o veículo em desacordo com a placa e 5,6% por estacionar em guia rebaixada.


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