SITUAÇÃO

Nível de chuvas no Sistema Produtor do Alto Tietê fica abaixo do esperado por três meses

ABASTECIMENTO Apesar dos baixos índices de chuva neste ano, operação do Sistema Alto Tietê é confortável. (Foto: arquivo)

Há três meses, o nível de chuvas no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) está abaixo do esperado para o período, repetindo o que outras regiões brasileiras estão enfrentando neste final de outono. Em abril, a média histórica era de 95,9 milímetros de chuva, mas choveu apenas 3,7 mm. Já em maio, apesar de o esperado ser menor, com 59,9 mm, o acumulado de pluviometria nos 31 dias ficou em 9 mm. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Em nível de comparação, o Spat iniciou o ano de 2019 com 53,1% de lotação nas seis represas, mas terminou maior com 96,2%, devido um bom período chuvoso. Em 2020, o comportamento foi diferente, com queda de 83,2 para 77,3% ao final do último mês.

O engenheiro sanistarista José Roberto Kachel ressalta que realmente o período chuvoso foi mais intenso entre outubro de 2018 e março de 2019, na comparação com o mesmo período entre 2019 e 2020. No entanto, ter chegado com 77,3% ao final de maio não é motivo de preocupação de outra crise hídrica, por exemplo.

“Eu diria que com todas as transferências e obras que foram feitas durante e depois da crise hídrica, que a principal é a transferência da Billings para Taiaçupeba e dá cerca de 3 m³ por segundo, se chegar a 45% da capacidade até o final de setembro, está ótimo”, comentou.

Além disso, conta o engenheiro, o Sistema Cantareira, no período da crise hídrica, precisou utilizar água do Alto Tietê por meio de adutora, e isso fez agravar a situação da região, que ficou abastecendo parte da zona leste da capital. Mas hoje não haveria a necessidade de uma operação semelhante porque o governo do estado conta com o sistema São Lourenço, que abastece parte do que antes era uma responsabilidade do complexo Cantareira. “Hoje, no geral, o sistema está bem melhor preparado do que na época da crise hídrica. O que não pode é ficar sem grandes chuvas por um grande período, como ocorreu entre os anos de 2011 e 2014. Podemos dizer que há segurança hídrica”, destaca.

Reservatórios

Das cinco represas do Spat, as que apresentam os menores níveis são as de Biritiba Mirim e Taiaçupeba, com 26,1% e 69,7%, respectivamente. Jundiaí operava com 69,7%, Paraitinga 74,5% e Ponte Nova com o maior volume: 93,3% (veja quadro).

Nível das represas do Sistema Alto Tietê

Represa Maio de 2019 Maio de 2020
Paraitinga 102,80% 74,50%
Ponte Nova 95,70% 93,30%
Biritiba 75,77% 26,10%
Jundiaí 100,88% 69,70%
Taiaçupeba 99,67% 44,13%
Fonte: Sabesp


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