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Nível do Rio Tietê ameaça famílias de área ribeirinha em Mogi das Cruzes

MARCAS Medição confirma o aumento do volume da água: se alcançar 3,60 metros, o Tietê começa a transbordar atingindo os bairros ribeirinhos, como a Ponte Grande e Rodeio. (Foto: Fábio Palodette)
MARCAS Medição confirma o aumento do volume da água: se alcançar 3,60 metros, o Tietê começa a transbordar atingindo os bairros ribeirinhos, como a Ponte Grande e Rodeio. (Foto: Fábio Palodette)

Nos 13 primeiros dias de janeiro, Mogi das Cruzes registrou 227,8 milímetros de chuva, índice 6% maior do que o volume acumulado durante todo o mesmo mês no ano passado, segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, com base nos dados do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). No bairro da Ponte Grande, o rio Tietê alcançou os 3 metros de altura – o manancial começa a transbordar quando a régua de medição ultrapassa a marca dos 3,6 metros.

O secretário municipal de Segurança, coronel reformado da Polícia Militar Paulo Roberto Madureira Sales disse na manhã de ontem que a situação é acompanhada 24 horas com o Daee, incluindo relatórios de previsão de chuvas que o órgão do governo do estado. “Desde 2010, quando foi aberta a Secretaria de Segurança, a prefeitura passou a retirar as pessoas de áreas de risco, e também de impedir que novos imóveis sejam instalados”, garante.

No ano passado, moradores dos Jardins Santos Dumont e Aeroporto III perderam móveis depois que as casas foram alagadas. De acordo com o secretário, a maior parte das casas já foi demolida e os moradores contemplados por moradias nos dois últimos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro da Porteira Preta.

Ainda assim, há pontos que precisam de atenção para que não ocorram alagamentos, provocados pela cheia do rio. Eles estão nos bairros Jardim Layr, Rio Abaixo, Rio Acima, César de Souza, Rodeio e Ponte Grande, segundo o secretário.

“Fora isso, nós temos a Operação Verão em curso, com a integração de todas as secretarias municipais e também os órgãos do estado. Já passamos por essa intempérie de 102 milímetros de chuva, mas nós estávamos a postos para minimizar os impactos. A gente vê que as outras cidades estão sofrendo bem mais com a chuva, mas Mogi não está sendo tão afetada”, avalia o Sales.

Em todo o Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) choveu cerca de 12 milímetros entre a manhã de domingo e a tarde de ontem. O acumulado já chega a 171,4 milímetros, enquanto a média histórica para o mês é de 246,1 mm. O conjunto das cinco represas operava com 81,4% da capacidade, de acordo com a atualização da Sabesp. A Represa de Ponte Nova, em Salesópolis, opera com mais de 90% da capacidade. No ano passado, ela verteu água durante o verão. Na mesma data em 2019, o volume era de apenas 46,8%.


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